Voz da chamada MMP (Música de Mulher Preta), a artista traz dois concertos a Portugal, em formato trio e centrados no seu primeiro disco, editado em 2019.
As letras do trabalho produzido por Vinícius Lezo são, segundo declaração de Bia Ferreira em comunicado à imprensa, escritas e cantadas sob conceitos de programação neurolinguística, que ajudam o cérebro a melhor assimilar as suas mensagens.
A multi-instrumentista, natural de Minas Gerais, no Brasil, é também ativista dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+, além das lutas contra o racismo e a xenofobia, temas explorados nas suas composições. "Cota Não É Esmola" e "Não Precisa Ser Amélia" foram os seus primeiros singles, em 2011, os quais abordavam o sistema de cotas no acesso ao ensino superior brasileiro e a subalternidade das mulheres negras no país.
Em terras lusitanas, a cantora promete apresentações que contribuam para um espaço de esclarecimento, provocação, motivação e de luta por aquilo em que acredita.
Depois de ser destaque na programação do RE/FORMA, em Coimbra, Bia Ferreira atua no espaço M.Ou.Co, no Porto, a 5 de setembro, e no B.Leza, em Lisboa, no dia 10 do mesmo mês.