Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

Debater Mark Fisher e o realismo capitalista

Depois de editar Realismo Capitalista, Vasco Santos, editor da VS Editora, junta-se a Mariana Pinho…

Texto de Carolina Franco

Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

Depois de editar Realismo Capitalista, Vasco Santos, editor da VS Editora, junta-se a Mariana Pinho e Nuno Leão para debater Mark Fisher no dia 29 de junho, às 17h00, no Jardim da Galeria Quadrum, no Palácio dos Coruchéus, em Lisboa. Acid Communism, ou o desejo de inventar um (outro) futuro é uma conversa que pretende levantar as grandes questões dos tempos (e do sistema em) que vivemos, organizada pelo Teatro do Bairro Alto (TBA). 

Nas palavras do filósofo esloveno Slavoj  Žižek, Realismo Capitalista é “um apelo cru a um esforço preservas-te no plano teórico e político” e “o melhor diagnóstico disponível acerca da situação de apuro em que nos encontramos”. Já Steven Shaviro, filósofo e crítico cultural americano, diz que o livro examina “os sintomas do nosso atual mal-estar cultural”. É precisamente sobre esse mal-estar que Vasco Santos, Mariana Pinho e Nuno Leão vão conversar. 

Mark Fisher foi um crítico cultural, blogger, que assinava com o nome K-punk, e foi um dos maiores críticos do capitalismo. O seu primeiro livro Capitalist Realism (2009) confirmou a transversalidade do seu pensamento e a capacidade de cruzar referências pop e mundanas com pensamentos académicos e intelectuais. Quando morreu, tirando a sua própria vida, deixou inacabado o livro Acid Communism, no qual propõe que se oponha o ênfase anticapitalista à visão de um mundo pós-capitalista. O autor será o protagonista de uma série de debates em torno das suas ideias, livros e outros textos no TBA. 

Realismo Capitalista foi traduzido por Vasco Gato e publicado em julho de 2020 pela VS Editora

Partindo de Realismo Capitalista, esta primeira sessão pretende questionar os efeitos do capitalismo no trabalho, na cultura, na educação, na saúde mental. Um pouco em toda a vida. “Será possível imaginar uma alternativa ao capitalismo que não seja um regresso a modelos desacreditados de controlo estatal?”, questiona-se no comunicado de imprensa. Para esta reflexão são convocados, além do editor e fundador da VS Editora, Vasco Santos, Mariana Pinho, doutoranda em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e curadora de um programa mensal na Rádio Quântica, e Nuno Leão, estudante de filosofia e tradutor. 

Para participar na sessão é necessário fazer uma inscrição prévia até ao dia 24 de junho, através do endereço de e-mail bi********@****************to.pt. A participação está sujeita à lotação limitada. 

Texto de Carolina Franco
Ilustração de Bruno Caracol

Se queres ler mais notícias sobre a cultura em Portugal, clica aqui.

Se este artigo te interessou vale a pena espreitares estes também

20 Março 2026

Tempos livres. Iniciativas culturais pelo país que vale a pena espreitar

19 Março 2026

FALA: o escritor Nuno Nepomuceno participa no Clube de Leitura “Entre Capas” a 11 de abril em Alcanena

17 Março 2026

Rafael, Lisboa faz-te feliz? Vê a penúltima entrevista deste projeto

16 Março 2026

Visita até 17 de março a obra “Fetiche”, de Suelen Calonga, no Curva, em Lisboa

16 Março 2026

Fazer jornalismo dentro das prisões

14 Março 2026

Franco Berardi e Forensic Architecture em destaque no segundo dia de Uncover

13 Março 2026

Capicua, Betina Juglair e Isabel Ferreira em destaque no primeiro dia de Uncover

13 Março 2026

Tempos livres. Iniciativas culturais pelo país que vale a pena espreitar

10 Março 2026

Uncover: de 12 a 15 de março, refletimos sobre imagem e perceções em Guimarães

10 Março 2026

Depois vieram os trans

Academia: Programa de Pensamento Crítico Gerador

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo e Crítica Musical [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Imaginação para entender o Futuro

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Comunicação Cultural [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Criação e Manutenção de Associações Culturais

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Clube de Leitura Anti-Desinformação 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Financiamento de Estruturas e Projetos Culturais [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo Literário: Do poder dos factos à beleza narrativa [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Desarrumar a escrita: oficina prática [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Literacia Mediática

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Fundos Europeus para as Artes e Cultura I – da Ideia ao Projeto [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Curso Política e Cidadania para a Democracia

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Autor Leitor: um livro escrito com quem lê 

Duração: 15h

Formato: Online

Investigações: conhece as nossas principais reportagens, feitas de jornalismo lento

16 fevereiro 2026

Com o patrocínio do governo, a desinformação na Eslováquia está a afetar pessoas, valores e instituições

Ataques a jornalistas, descredibilização da comunicação social independente, propagação de informação falsa, desmantelamento de instituições culturais. A desinformação na Eslováquia está a crescer com o patrocínio dos responsáveis políticos, que trazem para o mainstream as narrativas das margens. Com ataques e mudanças legislativas feitas à medida, agudiza-se a polarização da sociedade que está a prejudicar a democracia e o sentimento europeísta.

17 novembro 2025

A profissão com nome de liberdade

Durante o século XX, as linhas de água de Portugal contavam com o zelo próximo e permanente dos guarda-rios: figuras de autoridade que percorriam diariamente as margens, mediavam conflitos e garantiam a preservação daquele bem comum. A profissão foi extinta em 1995. Nos últimos anos, na tentativa de fazer face aos desafios cada vez mais urgentes pela preservação dos recursos hídricos, têm ressurgido pelo país novos guarda-rios.

Carrinho de compras0
There are no products in the cart!
Continuar na loja
0