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Gisberta Salce Júnior vai dar nome a rua do Porto

Depois de muitos avanços e recuos, a proposta, para homenagear a mulher trans brasileira que foi brutalmente assassinada em 2006, no centro do Porto, foi aprovada por unanimidade, esta segunda-feira, pela Câmara Municipal daquela cidade.

Texto de Redação

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Para o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, esta é uma forma da cidade reconhecer os seus pecados e de “não esconder debaixo do tapete aquilo que foi um crime horrível”, avançou o Jornal de Notícias.

O nome de Gisberta será atribuído ao arruamento com início na Rua das Eirinhas e término na Travessa das Eirinhas, por indicação da Comissão de Toponímia do Porto que, em outubro do ano passado, deliberou sobre o tema.

Segundo avança o Porto Canal, “a Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho do Porto aplaude a deliberação, não deixando, no entanto, de realçar a importância da promoção de uma cerimónia na inauguração do novo arruamento que junte a autarquia, associações e coletivos da cidade.”

A toponímia “constrói memória coletiva, é um instrumento de preservação e de novas narrativas e é importante essa representatividade” da comunidade, disse Filipe Gaspar, daquela organização, ao canal televisivo.

A decisão de atribuir o nome de Gisberta Salce Júnior a uma rua da cidade acontece 18 anos após o homicídio, e é o culminar de um longo processo reivindicativo.

A proposta tinha sido várias vezes recusada por parte da Comissão de Toponímia do Porto, e gerou, em março de 2022, divergências no entendimento dos critérios ditados pelo regulamento daquele órgão consultivo da Câmara Municipal do Porto para as questões de toponímia da cidade.

À época, contactados pela Lusa, vários membros da comissão admitiam uma revisão do regulamento para evitar confusões e ambiguidades em torno de quem é elegível.

A reportagem "Rua Gisberta Salce Júnior: dar à história o que não se deu à vida", realizada por Carolina Franco e publicado pelo Gerador em 2021, recupera esse processo e sublinha a importância da homenagem.

Gisberta foi morta em fevereiro de 2006 por um grupo de menores depois de sofrer agressões ao longo de vários dias, tendo o corpo sido encontrado submerso no fosso de um prédio inacabado, no Campo 24 de Agosto.

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