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Jardins Efémeros, em Viseu, anunciam “pausa para reflexão”

Os Jardins Efémeros (JE), a plataforma cultural de Viseu que foi ganhando um lugar de…

Texto de Carolina Franco

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Os Jardins Efémeros (JE), a plataforma cultural de Viseu que foi ganhando um lugar de destaque na cultura nacional ao longo dos últimos anos, anunciou uma pausa “para reflexão”. Através de um comunicado na página oficial dos JE no Facebook, Sandra Oliveira (fundadora e diretora do projeto) e Jorge Sobrado (Vereador da Cultura do Município de Viseu) informaram a comunidade numa nota conjunta acerca da suspensão do evento, que se prevê que regresse em 2020. 

"É com sentida tristeza que comunicamos a todos, principalmente aos Viseenses, que este ano não se realizarão os Jardins Efémeros. Este projecto que envolve toda a nossa comunidade carece de uma pausa para reflexão”, é possível ler no início no comunicado assinado por Sandra, que diz ainda que “da mesma sairá renovadora energia para a sua reorganização e relançamento com a qualidade que sempre exigimos.”

“Fazemos votos para que esta seja uma pausa breve, pelo que o município criará as condições para que a entidade promotora do evento possa apresentar nova candidatura ao Viseu Cultura, já este ano, tendo em vista o financiamento municipal à edição de 2020”, refere o vereador da Cultura, Jorge Sobrado, no mesmo comunicado.

À Lusa, Almeida Henriques, o presidente da autarquia disse que nunca teve sinais deste desfecho, ainda que todos os anos ouvisse que o dinheiro era pouco. Na opinião do presidente,  “os Jardins Efémeros são, no cartaz cultural de Viseu, um momento importante”, tendo o município reconhecido isso quando aceitou que, no ano passado, o evento durasse apenas cinco dias, e não os dez previstos, mantendo o mesmo financiamento de 125 mil euros.

“A abertura que deixámos (a Sandra Oliveira) foi de alterar o regulamento para o próximo ano, que vamos aprovar ainda no primeiro semestre, deixando de estar lá a cláusula que penaliza qualquer iniciativa que não seja realizada”, acrescentou. 

Almeida Henriques adiantou ainda que está a ser analisada a possibilidade de “assegurar alguma programação cultural durante esse período” de julho, em que normalmente decorrem os JE. 

Os Jardins Efémeros incluíram na linha do seu projeto a utilização de espaços como a Sé, a Igreja da Misericórdia, museus, capelas, edifícios públicos e privados, edifícios devolutos, jardins, logradouros, e praças para albergarem concertos, exposições, performances e outras atividades culturais. O caráter integrador e a programação eclética concederam-lhes o destaque que foram ganhando até à VIII e última edição. 

Texto de Lusa e Carolina Franco
Fotografia de Jardins Efémeros disponível via Facebook

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