O português Dinis Sousa foi nomeado Maestro Principal da Royal Northern Sinfonia (RNS), a única orquestra de câmara a tempo inteiro, do centro cultural Sage Gateshead, em Newcastle.

Dinis Sousa, nascido no Porto, foi escolhido para dinamizar a atividade musical no nordeste do Reino Unido, trabalhando ao lado de músicos da RNS para chegar, pela internet, a novos públicos e às salas de concerto do Sage Gateshead. O jovem português que já havia sido reconhecido com o título de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, pelo projeto que fundou e que reúne músicos portugueses que vivem no estrangeiro, a Orquestra XXI, foi agora nomeado Maestro Principal da orquestra do centro cultural Sage Gateshead.

"Neste momento, as comunidades no Nordeste vão precisar da música e das artes mais do que nunca. Sage Gateshead quer responder de forma significativa, trazendo o papel vital da música na melhoria da saúde, bem-estar, educação, formação, e na criação de experiências comuns positivas que beneficiem toda a região”, justifica o centro cultural, em comunicado.

O português manifestou-se “honrado” e “entusiasmado” com o desafio de liderar uma orquestra que ouviu pela primeira vez ainda no Porto, e que acabou por dirigir, mais tarde, em janeiro e novembro de 2020. “A orquestra é muito apreciada pelas audiências locais, e é ótimo poder fazer parte desta família alargada e desta comunidade. Acredito que a música é para todos. Não é seletiva nem complicada. De certa maneira, tem uma forma de comunicar mais direta com as pessoas, do que as palavras”, declarou, num vídeo de anúncio institucional sobre a nova posição.

O diretor da Royal Northern Sinfonia, Thorben Dittes, acrescentou que “a ligação especial de Dinis com a orquestra no palco foi inconfundível desde a primeira vez que a RNS se apresentou com ele. É, claramente, um talento excecional e estamos muito entusiasmados com o enorme potencial artístico que o Dinis, como nosso novo Maestro Principal, vai trazer ao Nordeste."

Já em 2018, Dinis Sousa tinha sido nomeado maestro assistente do Coro Monteverdi e Orquestras, onde colaborou de perto com o regente britânico John Eliot Gardiner. Dirigiu ainda a Orquestra Sinfónica de Londres e a Filarmónica de Berlim, e apresentou-se nos BBC Proms, à frente do Coro Monteverdi, para oferecer a sinfonia coral “Rómeo et Juliette” de Berlioz.

Texto de Patrícia Nogueira e Lusa
Fotografia por Larisa Birta via Unsplah

Se queres ler mais entrevistas sobre a cultura em Portugal, clica aqui.

orquestra