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Torres vazias: por dentro do ‘boom’ desenfreado da construção em Tirana

A capital albanesa está a viver (e a sofrer) uma transformação urbana extremamente rápida, assente em projetos de grandes nomes da arquitetura contemporânea. Os preços aumentaram vertiginosamente, enquanto grande parte dos edifícios permanece vazia.

Texto de Francesca Barca e Federico Caruso | Tradução de Inês Ferreira/VoxEurop

Foto: ©FB

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O centro de Tirana é um espaço denso, cheio de pessoas, carros, bicicletas, trotinetes elétricas e arquiteturas de todos os tipos.

Nas horas de ponta, é difícil perceber a amplitude das avenidas, tal é a saturação e o movimento da paisagem. Arquiteturas de diferentes períodos históricos observam-se entre si, mas o que mais se destaca são os inúmeros arranha-céus. Todos recentes; todos imponentes; todos bastante fantasiosos.

Vista da Pirâmide de Tirana | Foto: ©FB

São projetos dos chamados "archistar": nomes como Stefano Boeri (conhecido em Itália principalmente pelo "Bosco verticale" de Milão), Marco Casamonti, o estúdio holandês MVRDV, o belga 51N4E. Grandes nomes de prestígio; projetos inovadores e amigos do ambiente, diz-se.

Esculturas metálicas no centro de Tirana | Foto: ©FB

O atual primeiro-ministro "Edi Rama aproveitou estes arquitetos de renome para legitimar este desenvolvimento", conta-nos Erblin Vukaj, jornalista do jornal independente Citizens, enquanto nos encontramos num cruzamento particularmente emblemático desta realidade. Estamos no bairro central de Blloku: foi aqui que começou o nosso passeio na companhia de Vukaj e da sua colega, a jornalista Elira Kadriu, entre Rruga Brigada e VIII e Rruga Vaso Pasha.

No mesmo espaço coexistem pequenas moradias onde provavelmente viveram dirigentes do Partido Socialista durante o regime (1944-1990): edifícios construídos após o seu fim, juntamente com construções imponentes como o Blloku Cube de Stefano Boeri, a sede do Credins Bank projetada pelo estúdio albanês Atelier 4 e outros dois arranha-céus em construção projetados pelo estúdio de Marco Casamonti. Da varanda de um antigo edifício, destaca-se uma faixa que critica as políticas de construção do governo. Um pouco mais adiante, Vukaj aponta para um edifício que será demolido para dar lugar a outra torre. Em volta, nenhum sinal de parques ou ciclovias.

Porém, por trás desta imponente presença arquitetónica esconde-se um vazio. De acordo com dados do instituto de estatística albanês (INSTAT, citados aqui), em 2023, um em cada três apartamentos na Albânia estava desabitado: a jornalistaOla Xamadenunciou em 2024 que na província de Tirana existem mais de 85 mil casas vazias, das quais 52 mil só no concelho da capital. Ao ritmo atual de crescimento da população, "seriam necessários 45 anos" para preencher estes apartamentos, explica Xama.

O dado está em claro aumento em relação ao recenseamento anterior (2011), quando era uma em cada cinco (21,6%). Isto num país que se esvazia: entre 2011 e 2023, a Albânia perdeu quase meio milhão de pessoas.

O desenvolvimento imobiliário, por outro lado, não pára, muito pelo contrário. Se em 2015 foram concedidas licenças para a construção de novos edifícios residenciais com uma área de 50 quilómetros quadrados, em 2022 a extensão foi de 2071 quilómetros quadrados: mais de 40 vezes mais, e assim nos anos seguintes.

Um aumento da oferta, acompanhado por uma diminuição da procura, deveria produzir uma descida dos preços. Em vez disso, os preços das casas continuam a aumentar, ao contrário dos salários.

"Procuro um apartamento para arrendar, pagamento em dinheiro", centro de Tirana. | Foto: ©FB

Em Tirana, de acordo com dados do Banco da Albânia, os preços das casas aumentaram 5,1% nos primeiros seis meses de 2025 e 32,6% face ao mesmo período do ano anterior. Se em 2011 um apartamento nos bairros mais centrais da cidade podia custar entre 700 e 2500 euros por metro quadrado, hoje a variação passou para 2500-4500 euros por metro quadrado.

Uma zona de construção nos arredores do centro da cidade | Foto: ©FB

Na Albânia, o ordenado médio mensal (bruto) é de cerca de 82 mil lek (850 euros); o salário mínimo mensal desde janeiro de 2026 passou de 40 mil para 50 mil lek (518 euros), tornando-o, no entanto, o país com o salário mínimo mais baixo da Europa, excluindo a Moldávia e a Ucrânia.

Hoje em dia, em Tirana, é complicado, se não impossível, encontrar um apartamento de dois quartos para alugar por menos de 600 euros.

Detalhe do Blloku Cube de Stefano Boeri no centro de Tirana. | Foto: ©Federico Caruso

A desencadear esta explosão da construção esteve uma política iniciada durante o mandato do presidente da câmara da cidade, Edi Rama (2000-2011) – que se tornou primeiro-ministro em 2013 – do Partido Socialista, e posteriormente continuada pelo seu sucessor e companheiro de partido Erion Veliaj (atualmente detido, com acusações de corrupção e branqueamento de capitais).

Além disso, em 2017, foi aprovado o plano urbanístico "Tirana 2030", data simbólica que também deverá marcar a entrada do país na UE. Assinado por Stefano Boeri Architetti, o plano introduz a ideia de desenvolvimento vertical da cidade. Para libertar espaços a destinar a praças e áreas verdes, descongestionar o tráfego através do desenvolvimento dos transportes públicos e das ciclovias.

Infelizmente, a realidade é muito diferente das renderizações (imagens virtuais de projeto).

Os planos urbanísticos italianos de Tirana

"O plano Tirana 2030 abriu a cidade à construção e à densificação", explica-nos a arquiteta e investigadora Dorina Pllumbi, que refletiu longamente sobre a questão. "Antes, os edifícios não podiam ter mais de sete andares, nove em alguns casos". Hoje, o edifício com mais andares já concluído é o Downtown One, que tem 40. Mas há projetos já aprovados que vão ultrapassar os 70 andares.

“Não houve qualquer atenção aos edifícios históricos”, continua Pllumbi, “com belas casas unifamiliares demolidas sem escrúpulos. A cidade está a mudar muito rapidamente, e isso está a ter um impacto nas pessoas, que em vários casos perderam todas as referências, todas as ligações com os seus vizinhos e com o bairro”.

Se a gentrificação é um fenómeno agora conhecido em muitas cidades europeias, em Tirana tem um sabor diferente. Estamos habituados a observar cidades que se esvaziam de uma parte da população para dar lugar a outra – outra classe social ou mesmo turistas –, mas o caso de Tirana é diferente. Para quem está a ser construída a cidade?

Tirana está repleta de renderizações e estaleiros de obra. | Foto: ©FB

"A ideia que tenho é a de que Rama quer acima de tudo mudar a fachada desta cidade, para “deixar uma marca”. Um problema de ego: sem um verdadeiro plano urbanístico, sem respeito pelo equilíbrio estético, destruindo a nossa memória coletiva. Tudo isto favorecendo a lavagem de dinheiro", disse-nos Vukaj, mostrando-nos o centro.

A hipótese da lavagem de dinheiro surge em todas as conversas que tivemos em Tirana, mas sem que ninguém tenha fornecido provas concretas.

Em setembro passado, foi publicado um relatório da Fundação Friedrich Ebert com o título emblemático: “A lavagem de dinheiro no setor imobiliário: o seu impacto na vida socioeconómica da Albânia”. O relatório, baseado em dados que nem sempre podem ser verificados, estima que a corrupção e a evasão fiscal na Albânia geraram "pelo menos 8,168 mil milhões de euros de receitas no período entre 2015 e 2024", especialmente no setor da construção. "Nos últimos anos, o mercado imobiliário albanês produziu uma situação que não pode ser explicada pelos mecanismos normais de um mercado livre e competitivo", lê-se no relatório. "[...] os preços dos imóveis aumentaram a um ritmo mais rápido nos últimos 10 anos, especialmente entre 2021 e 2024. Teoricamente, e de um ponto de vista lógico, uma subida tão acentuada dos preços, numa altura em que a oferta no mercado aumenta, ocorre quando o mercado é influenciado por fatores suficientemente poderosos para distorcer as relações típicas entre procura, oferta e preço".

Em muitos casos, as novas construções cercam as antigas. | Foto: ©FB

Há exatamente um século, em 1925, começou o projeto de planeamento do centro de Tirana, obra de arquitetos e urbanistas italianos enviados pelo regime fascista. Os nomes de Armando Brasini e Gherardo Bosio são bem conhecidos na cidade. Ao longo das ruas, não é difícil reconhecer o estilo dos edifícios da época, como o gabinete do primeiro-ministro, a praça Madre Teresa (antiga praça Vittorio Emanuele III) ou a sede do Politécnico (antiga Casa del fascio): todos projetos de Bosio, situados a poucos passos uns dos outros.

Hoje, a história repete-se, "com uma certa ironia", observa Vukaj. Mas de forma mais subtil. "Considero-a uma espécie de colonialismo", observa Dorina Pllumbi. "Não no sentido clássico, obviamente; trata-se de uma forma mais leve de ‘colonialidade do poder’, que vejo em ação hoje em dia entre vários países". Durante a nossa conversa, Pllumbi refere-se a uma "inferioridade interiorizada" que a Albânia desenvolveu em relação aos estrangeiros, especialmente se forem "ocidentais".

Um exemplo deste fenómeno é o pavilhão da Bienal de Veneza 2025: dedicado à arquitetura albanesa, foi comissariado pela suíça Anneke Abhelakh e apresentava tudo menos contribuições de arquitetos albaneses. O pavilhão tinha como título “Building Architecture Culture” (“Construir a Cultura da Arquitetura”): “Como se antes não houvesse arquitetura na Albânia, como se fosse uma tábua rasa”, explica Pllumbi.

Imagens do festival de arquitetura "Bukë dhe Zemër" | Foto: ©Federico Caruso

No final do nosso passeio, Vukaj mostra-nos algumas imagens de renderização do festival de arquitetura "Bukë dhe Zemër" (“Pão e Coração”), para nos fazer entender até que ponto estes projetos imobiliários são quase irreais. A impressão é que a cidade, e o próprio país, são agora um parque de diversões para a criatividade (e a carteira) de arquitetos e construtores.

O primeiro-ministro Edi Rama afirmou que o novo desenvolvimento arquitetónico, com a abertura ao mercado e a entrada de investidores e projetistas estrangeiros, é uma forma de reapropriação do “individualismo” para os albaneses. Uma retórica que Pllumbi rejeita: "Na Albânia, há uma certa resistência em falar de coletividade e coletivismo porque “já tentámos e foi um desastre”. E agora não há outro caminho a não ser o individualismo... O que tento fazer com o meu trabalho – e há outras pessoas que o fazem, ativistas e intelectuais, ou grupos como a ATA – é contrariar esta narrativa dominante. O que a geração dos nossos pais viveu foi, antes, a forma como o Estado usou a ideologia do coletivismo para impor o seu poder sobre a população, sobre o país, sobre todos os aspetos da vida quotidiana. Em contrapartida, outras formas comunitárias e mais genuínas de auto-organização sofreram, porque foram absorvidas e capturadas dentro deste grande guarda-chuva ideológico do coletivismo estatal..., também elas sofreram durante este período. É por isso que temos de pôr em prática estas formas mais autênticas de reivindicar a cidade, não como uma força totalizante que vem de cima, mas como atos coletivos da vida quotidiana.

A abordagem "muscular" ao desenvolvimento urbano da cidade imposta pelo Partido Socialista está a transformar a cidade, mas não está a resolver os seus problemas profundos.

Por exemplo, em toda a parte, nas fachadas das casas, são visíveis tanques para a recolha de água, sinal de que a sua disponibilidade não é contínua. Para Pllumbi, trata-se de uma "forma de protesto permanente". "É tão óbvio", diz-nos, "que se um urbanista quisesse realmente questionar-se sobre quais são os problemas desta cidade, bem, eles são evidentes. Se não se tratar do trânsito, se não se abordarem questões como os serviços e tudo o que as pessoas precisam para viver numa cidade normal, então pouco foi feito".

Arnen Sula| Foto: ©Federico Caruso

Faltam os instrumentos para resistir a este processo: "Os protestos são muito raros aqui, porque nos ensinam a não participar. E é por isso que trabalhamos com o passado". Quem o conta é Arnen Sula, ativista da associação Tek Bunkeri, que gere um espaço no centro de Tirana onde se realizam projeções, debates, concertos, workshops de teatro, todos centrados na elaboração do passado comum do país, refletindo sobre a história da ditadura.

É importante lembrar que na Albânia houve movimentos de protesto em 2018-2019 nas universidades, e que a demolição do Teatro Nacional de Tirana viu uma grande mobilização para salvar o edifício, que foi destruído em 2020.

Da varanda de Tek Bunkeri | Foto: ©Federico Caruso

Atualmente, a associação tem um contrato de arrendamento numa moradia rodeada por edifícios mais altos. Os ativistas não sabem por quanto tempo poderão permanecer ali: "O nosso contrato termina daqui a dois anos — explica Sula — e não sabemos se será renovado, porque o proprietário gostaria de construir um edifício mais alto. Investimos muito neste lugar, que era tudo lama quando chegámos". A única esperança, diz-nos com ironia, é "que o primeiro-ministro vá para a prisão durante pelo menos cinco anos, para que as construções parem e possamos sobreviver aqui".

A Europa em 2030

Neste contexto, para muitos, a entrada da Albânia na União Europeia "é o único caminho", diz-nos Nebi Bardhoshi, antropólogo e diretor do Instituto de Antropologia Cultural e Estudos Artísticos de Tirana, que encontramos em Kamza, cidade a sete quilómetros da capital. Isto com a consciência de que a entrada na UE não será suficiente para resolver todos os problemas: "Estamos bem conscientes das fragilidades da União Europeia, não somos ingénuos", continua. "As margens nunca o são: têm uma perspetiva que lhes permite observar a sociedade de forma diferente. À primeira vista, tendem a ser consideradas inferiores, mas o seu ponto de observação é muito mais realista".

"Queremos entrar na União Europeia", ecoa Sula. "Foi-nos prometido que o faremos em 2030. Mas acho que para nós não é possível, como sociedade – não estamos prontos. Mesmo a nível institucional". Os obstáculos a que Sula se refere são principalmente dois: a questão não resolvida da justiça de transição, relativa à elaboração do que aconteceu durante o regime socialista, e a corrupção, que descreve como "realmente massiva".

Dorina Pllumbi partilha da mesma opinião: "A UE pode parecer mais uma imposição, mas também pode ser uma oportunidade para alcançar outro nível de compromisso político.

Na prática, infelizmente, vemos que a UE parece muitas vezes ter deixado de seguir os seus princípios, por isso não sei se podemos depositar tanta esperança na União Europeia. Se a Albânia acabar por se tornar uma colónia de outras potências, como muitas vezes acontece (por exemplo, com a construção de centros de detenção para imigrantes em Gjader), estamos condenados. Mas se nós, para além dos políticos, prestarmos verdadeira atenção à democracia e a nossa voz e a nossa posição forem levadas a sério, então diria que se trata de uma oportunidade para a Albânia".

Este artigo faz parte do projeto PULSE, no âmbito de uma série sobre as zonas “periféricas” na Europa, em colaboração com Il Sole 24 Ore, Obc Transeuropa e El Confidencial. Agradecemos em particular a Elira Kadriu, do Citizen Channel, pelo apoio na realização desta reportagem."

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