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Vila do Conde foi a montra das inquietações de 135 jovens criadores

Foram 111 os projetos selecionados para se apresentarem à Mostra Nacional de Jovens Criadores, que entre 27 e 29 de outubro se instalou em Vila do Conde, candidata a Capital Europeia da Juventude em 2026. 135 artistas mostraram as suas criações (e inquietações) em 15 áreas.
Houve quem concorresse por ter sido incentivado, houve quem se tivesse deparado com anúncios nas redes sociais e pensado: “Por que não?” Agora, todos esperam que o seu trabalho ganhe um novo impulso.

Texto de Redação

Os premiados da Mostra Nacional de Jovens Criadores | ©David Cachopo

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Sustentabilidade. Refugiados. Memória. Tempo. Guerra. Gentrificação. Sustentabilidade outra vez. Os projetos selecionados para a Mostra Nacional de Jovens Criadores, que entre 27 e 29 de outubro ocupou o Centro Municipal de Juventude, a Pousada de Juventude e o Teatro Municipal de Vila do Conde, foram também uma montra para as inquietações destes jovens acerca do mundo. Em alguns casos, essas preocupações cruzaram áreas e formas de expressão. O tema dos refugiados entrou na Mostra pela área musical, mas também foi retratado na Ilustração. A sustentabilidade cruzou o Teatro, o Cinema, a Ilustração, a Moda e, de um modo mais ou menos evidente, esteve presente em muitas das propostas.

Foi o caso de Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca, cujo espetáculo-atividade “Ritmo da Semente” impele o espectador a travar a correria do quotidiano para descobrir o seu próprio tempo e, nessa descoberta, observar o sol, a chuva e o vento. O espetáculo de teatro, dirigido a crianças, propõe a plantação de uma semente, enquanto a sua história é contada ao público e se cria espaço para que a semente encontre o seu ritmo de crescimento. Numa performance de profunda simbiose com a natureza, a sustentabilidade do próprio dispositivo cénico foi pensada ao pormenor.

O trabalho com crianças já fazia parte da vida das criadoras. Beatriz, professora de teatro e expressão plástica, testemunha a imposição de um ritmo acelerado logo nas primeiras fases da vida: “Aquela famosa pergunta do que queres ser quando fores grande é logo a primeira pergunta que se faz a uma criança com seis anos que entra na escola, e eu sinto que as próprias crianças sofrem um pouco essa pressão total para corresponder, para ter de ser”, conta a atriz ao Gerador.

Cinco das oito propostas da categoria de Teatro foram transmitidas através de vídeo e três foram apresentadas presencialmente. Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca optaram por um vídeo explicativo do conceito, mas Beatriz acabaria por subir ao palco do Teatro Municipal de Vila do Conde para lembrar o desinvestimento com que a produção artística continua a deparar-se. A atriz não fica à espera de ser contratada - é ela que se auto-contrata, explicou, numa curta interpelação ao público. Contudo, isso implica, não raras vezes, um salto no vazio, e investimentos de retorno incerto. Embora este projeto tenha conseguido financiamento da Direção-Geral das Artes através dos apoios à Internacionalização, o hiato temporal entre a concretização do projeto e a chegada do montante obriga a um investimento inicial, para o qual contribui a venda do espetáculo a diferentes espaços e a receita de bilheteira, sem que seja possível antecipar resultados. “Quando eu digo investir, é literalmente sem saber se vai haver o tal retorno”, sublinha a atriz ao Gerador.

A Moda já não é sobre usar e deitar fora

A escadaria do Centro Municipal de Juventude foi o local escolhido para os desfiles da categoria de Moda. Após uma tarde de sábado preenchida com ensaios, a partir das 20 horas o lobby foi-se enchendo para ver passar as peças desenhadas pelos jovens designers.

Contrariando o imediatismo habitualmente associado à indústria da Moda, a designer Ana Teixeira foi uma das selecionadas com o projeto “Green Mirror”. A ideia central é o upcycling, ou seja, o reaproveitamento de materiais que, de outro modo, seriam descartados, tirando o máximo partido do seu potencial através de uma nova utilidade. Para concretizar a ideia, Ana criou toda a coleção a partir de peças existentes. Quando teve necessidade de comprar materiais, procurou recorrer a retrosarias locais, de modo a “apoiar negócios pequeninos”, contou ao Gerador. Além da expectativa que deposita em ganhar visibilidade com a participação na Mostra, a designer também gostaria de incutir nos consumidores maior consciência: “Espero que as pessoas tenham um bocadinho mais de cuidado quando compram, e pensem se vão mesmo usar ou se é só usar uma vez e pôr no roupeiro”. Ainda assim, reconhece que não será muito fácil passar a mensagem a uma indústria que vive da necessidade de vender peças e coleções.

O tema da memória perpassou duas outras propostas: a de Matilde Vieira, cuja coleção “Child’s Play” é inteiramente inspirada nos seus desenhos de infância (a pequena Matilde já queria ser designer) e a dos vencedores Martim Contone, Francisca Santos e Mafalda Simões. Os três criadores trouxeram ao desfile o seu projeto final de licenciatura, “Entulho”, centrado na ideia de património. Nas peças criadas havia louças, azulejos, partes de mobília. Foi a forma que encontraram de trazer para a coleção o tema do património, e ao mesmo tempo invocar a sustentabilidade através da escolha de peças antigas que não teriam outro aproveitamento.

Margarida Marques (Magg Page) trouxe um domínio mais emocional para o desfile. “Under Construction” é uma reflexão sobre a sensação de não sermos bons o suficiente para alcançarmos o que desejamos, e de sentirmos correntes a prender-nos. Uma das suas peças, feita com tiras, remete precisamente para a necessidade de nos reconstruirmos com (e apesar de) esses medos.

Larissa Monteiro apresentou o projeto “Luminescência”, inspirado em animais bioluminescentes. Parte dos materiais usados são criações suas, numa coleção desenhada para brilhar no escuro (como acontece com os animais bioluminescentes), um efeito que as condições técnicas do desfile não permitiram reproduzir. A natureza é, de resto, a maior fonte de inspiração do trabalho da criadora, que usou bioplástico para simular as texturas dos animais e técnicas que permitissem aproximar algumas texturas das águas-vivas e das anémonas.

Mostra de Moda | ©David Cachopo

Inquietações do eu e do nós

Foi também à natureza que Teresa Castro e Miguel Loureiro foram colher inspiração. Não aos animais, mas às pedras. A instalação “Morphic Attunement”, que ocupou uma das salas da Pousada de Juventude de Vila do Conde, propõe ao espectador a escuta de um lugar - o Castro de São Paio, neste caso - através da sua geomorfologia. O visitante depara-se com uma câmara a apontar para uma pedra (e pode ir trocando de pedra), num movimento de rotação. Os contornos das pedras são associados a sons e vídeos recolhidos no Castro de São Paio, ali mesmo no concelho de Vila do Conde, uma descoberta feliz dos artistas e mestrandos em Arte e Tecnologia do Som no Porto. O que o público ouve e vê ao colocar a pedra sob a câmara resulta da interação do mar e de outros elementos com as rochas, que dá origem aos seus recortes e a uma especulação sobre uma possível linguagem das pedras. “É como se [a pedra] estivesse a contar a sua história de vida até agora”, resume Miguel ao Gerador. Mais uma vez, a sustentabilidade: “Este ato de tentar olhar para coisas que não são humanas também cria um bocado mais de consciência ecológica”, descreve Teresa.

A proposta de Teresa e Miguel inseria-se na categoria de Cruzamento Disciplinar, mas fez-se acompanhar de trabalhos de Pintura, Ilustração, Fotografia, Escultura, Arte Digital e Arte Têxtil, divididos por uma curadoria que evidenciou as inquietações do íntimo (Olhar para Dentro), a relação com a comunidade (Ser Entre Nós), a cooperação (Construir o Comum) e o questionamento sobre a nossa forma de ser (Questionar o Sentido).

Foi neste conjunto de perceções do mundo que pudemos encontrar “Glacialis”, um projeto sobre alterações climáticas, vencedor da categoria de Ilustração, da autoria de Daniela Mata. Um álbum ilustrado a lembrar o impacto que as nossas ações, por pequenas que sejam, têm no mundo que nos rodeia. E para não deixar esse impacto apenas na dimensão visual, Daniela levou mais longe o conceito de “construir o comum” e comprometeu-se a entregar os mil euros do prémio à associação Animal Save & Care.

Também no âmbito da construção do comum, que ocupou a sala central do Centro Municipal de Juventude, a proposta da fotógrafa Patrícia Nunes levou-nos ao mundo da masculinidade tóxica. “Phoenix: Masculinidade Tóxica, da opressão à libertação” é uma sequência de imagens que ilustra essa caminhada. A acompanhar a obra, um conjunto de testemunhos de homens que viveram essa realidade.

Exposição | ©David Cachopo

Da inquietação à leveza

Nem só de anseios se fez esta Mostra. Às vezes, basta o quotidiano para criar uma história, como se viu pelas propostas de Humor, apresentadas num apinhado Pátio Café, nas imediações dos espaços principais.

Em “Perder a Linha”, Diogo Monteiro discorre sobre temas banais, mostrando que, para fazer rir, não é preciso ter ideias muito “fora da caixa”. Diogo faz humor há dois anos, mas de forma mais consistente há um, e tem recorrido ao Tik Tok para divulgar os seus vídeos, por ser uma plataforma mais recente e menos saturada deste tipo de conteúdo do que o Facebook, Instagram ou YouTube. Já tinha alguns vídeos preparados quando se deparou com o anúncio à Mostra Nacional de Jovens Criadores. Com a ajuda do pai, fotógrafo, melhorou a qualidade do material e decidiu concorrer. “Foi mesmo sorte. Se calhar, se não estivesse no Instagram naquela altura não tinha visto [o anúncio], se não tivesse os cinco vídeos se calhar era mais complicado”, conta ao Gerador. À sorte seguiu-se o reconhecimento, e a proposta de Diogo acabaria por ser a vencedora de um prémio que o humorista dedicou ao pai, pelo apoio constante.

Também Bruno Caravela fez do quotidiano projeto humorístico. “Quanto Pior, Melhor” é um concurso fictício para promover os piores encontros. Bruno partiu da sua própria experiência de encontros “caricatos” que já teve através de aplicações de relacionamentos e decidiu transformá-los em histórias engraçadas. Num desses encontros - o que mais terá contribuído para espoletar o projeto - Bruno foi presenteado com um pijama, um porta-chaves e outros artigos, incluindo griponal. “Comecei a pensar que se isto me acontece a mim, de certeza que há muitas outras histórias engraçadas que outras pessoas podem ter, e é algo que deve ser contado e que deve ser levado de forma leve porque é uma coisa engraçada, não precisa de ser algo negativo”, conta ao Gerador.

Alexandre Leal - Mostra de Gastronomia | ©David Cachopo

João Tenreiro Patrocínio concorreu na categoria de Literatura, mas o humor também é um dos pontos centrais do projeto que escolheu trazer à Mostra, tanto que até fomos encontrá-lo no Pátio Café. “Vai-se Andando - Vida, Morte e Distrações” é um conjunto de três ensaios (retirado de um total de 20 a 30) a oscilar entre o humorístico e o introspetivo, com uma linha cronológica do nascimento à morte. O primeiro é sobre o nascimento e a importância da família, o segundo sobre a sorte, e o último, uma introspeção sobre a morte, surgiu de um inconsequente susto de saúde, que ainda assim predispôs o autor a este tipo de reflexão.

Às 14 horas de domingo, a pequena cozinha do Café Concerto, no Centro Municipal de Juventude, estava preparada para as demonstrações dos três selecionados de Gastronomia. Foi a categoria com menor número de candidaturas (apenas cinco, seguida do Humor, com sete, num evidente contraste de mobilização com a Literatura, que recebeu 100 propostas, ou a Pintura, com 103).

Alexandre Leal abriu a Mostra com “Filetes em Molho Mediterrânico”, e apostou em mostrar que o sabor não tem, necessariamente, um custo elevado. Alexandre trabalha como administrativo, mas quer fazer vida da cozinha, um interesse surgido ainda na infância, a ver o Canal Panda. Avesso a passar muito tempo fora de casa, começou a aproveitar as férias da Páscoa para mergulhar em experiências culinárias, e hoje, apesar de não ser profissional, discorre com à vontade sobre temperaturas, texturas, técnicas e sabores.

Guilherme Fonseca é profissional de pastelaria (trabalha num hotel de Lisboa) e, a par disso, tem um projeto de sobremesas. Trouxe à Mostra “O Melhor Arroz Doce do Mundo”, não por sobranceria (foi logo avisando que não pretendia concorrer com nenhuma mãe ou avó), mas por ser uma sobremesa que congrega as três origens geográficas das suas influências gastronómicas: Brasil, França e Portugal.

No caso de Rui Mota, as influências são todas portuguesas, mas o resultado é inovador. “Ilusão da Gastronomia Molecular” foi o projeto vencedor da categoria. É uma ilusão porque por detrás da aparência de um ovo estrelado, a sobremesa proposta por Rui, não há nenhum ovo, mas ingredientes manipulados e moldados a partir das reações químicas entre si. O objetivo do Chef não é desvirtuar a cozinha portuguesa, antes valorizá-la com estas técnicas: “Temos pratos tão bons como a carne de porco à alentejana, em que a carne é frita em banha, e se fosse cozinhada a baixa temperatura ia preservar muito mais o sabor. O bacalhau é sempre fervido, fica fibroso, tipo pastilha elástica. Quando é confitado a 55 graus em azeite come-se com uma colher de sopa”, exemplifica ao Gerador.

A Mostra Nacional de Jovens Criadores é um evento organizado pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), cuja organização foi, pelo segundo ano consecutivo, entregue ao Gerador. Na gala de entrega de prémios, o Secretário de Estado do Desporto e da Juventude, que tutela o IPDJ, reafirmou a importância de uma iniciativa que se mantém desde 1997, e continua apesar do surgimento de outros programas de apoio às artes. Para João Paulo Correia, que lembrou o lastro do programa - criadores como Valter Hugo Mãe e Joana Vasconcelos passaram por aqui - as 623 candidaturas recebidas são a prova de que a Mostra continua a valer a pena. Num comentário escrito enviado ao Gerador, o IPDJ classifica a Mostra como “um marco de sucesso das políticas de juventude na área da cultura, tendo representado, para muitos jovens criadores nacionais, um estímulo à sua profissionalização e afirmação no mercado cultural”. Por outro lado, a abertura a novas áreas artísticas tem permitido a adaptação à passagem do tempo e ao surgimento de novas tendências.

O Instituto também identifica a existência de categorias mais capazes de mobilizar concorrentes do que outras, e encontra três justificações. Desde logo, a maior popularidade de determinadas áreas: “Em teoria, teremos sempre maior probabilidade que uma banda de garagem constituída por jovens possa concorrer, do que uma peça de joalharia”, exemplifica o IPDJ. Há também o efeito “boca a boca”, que, não sendo fácil de calcular com precisão, pode ser inferido, ou seja, se um aluno de uma escola de cinema ou de teatro ganhar um prémio, isso será repercutido na sua comunidade escolar e pode funcionar como um gatilho para um grande número de candidaturas oriundas da mesma área nos anos seguintes. Em terceiro lugar, e no seguimento desta lógica, as áreas emergentes ainda não tiveram tempo de se alicerçar e beneficiar deste efeito. Em todo o caso, o IPDJ compromete-se, na próxima edição, a “fazer um esforço” no sentido de abrir as candidaturas “num prazo mais adequado ao período letivo das escolas, permitindo uma maior divulgação e, por sua vez, uma maior participação”.

Para alguns dos artistas selecionados, é a primeira vez que as suas ideias veem a luz do dia; para outros, essa caminhada está só no início - caso da cantora Malva, que lançou o disco de estreia dois dias antes de se apresentar em Vila do Conde. Mas todos esperam que o selo de “selecionado” ajude a dar visibilidade ao que fazem, em muitos casos de forma lateral a outras fontes de rendimento.

Salientando que, muitas vezes, os jovens criadores “iniciam a exposição das suas obras num circuito paralelo, entre amigos, em casa, em lojas abandonadas ou em pequenas galerias”, o IPDJ acredita que a Mostra assume grande importância não só no apoio à criação e produção de atividades culturais e artísticas, mas também na sua difusão.

Este texto faz parte de uma parceria remunerada pelo IPDJ com o Gerador.

Vencedores da Mostra Nacional de Jovens Criadores 2023, por categoria:

Literatura
: M. L. Vieira (2518)
Cinema: Afonso Rapazote Flores Simões Saraiva e Bernardo Rapazote Flores Simões Saraiva (A Febre de Maria João)
Arte Digital: Ruben Esteves (Blooming Light)
Arte Têxtil: Clarisse Silva (Abrigo Temporário)
Teatro: Leonor Wiborg (O Templo de Enrolar um Cigarro)
Fotografia: Inês Lopes (Imersão)
Cruzamento Disciplinar: Inês Carneiro, Sara Neves, Carolina Viana, Joana Rodrigues e Mariana Vasconcelos (gesto)
Escultura: Bárbara Rosário (Flexão)
Pintura: Juliana Julieta (Puppy Love)
Gastronomia: Rui Mota (Ilusão da Gastronomia Molecular)
Humor: Diogo Monteiro (Perder a Linha)
Moda: Martim Contone, Francisca Santos e Mafalda Simões (Entulho)
Ilustração: Daniela Mata (Glacialis)
Música: Ana Roque Antunes (De Onde Venho)
Dança: Miguel Ramos Santos e Beatriz Marques Aparício Mira da Silva (Atopos)

Texto de Cátia Vilaça

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