A 10ª edição do festival SEMIBREVE chega a Braga nos dias 24 e 25 de outubro, no Mosteiro de São Martinho de Tibães e através do online.

Adaptando-se à nova realidade, o festival de música eletrónica e arte digital apresenta em 2020 um “programa alternativo”. Partindo da ideia de “reclusão apresenta um programa pensado para ser usufruído à distância, mas sem descurar a participação da comunidade na qual se insere”, como é possível ler no comunicado partilhado.

Com um programa gratuito, o festival apresenta obras sonoras “especialmente encomendadas para a ocasião, mesas redondas com temáticas que visam discutir música, arte sonora e os dias que vivemos, instalações audiovisuais, performances filmadas, residências artísticas e ainda um workshop que ensinará famílias a fazer música concreta”, revela a organização no mesmo comunicado.

Nomeado como “um dos melhores festivais europeus do género” pela imprensa especializada, decorrerá na Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts, Braga.

O SEMIBREVE conta com nomes como: Ana da Silva, portuguesa fundadora da icónica banda dos anos 70 The Raincoats; Beatriz Ferreyra, compositora argentina pioneira da música eletrónica; Jessica Ekomane, artista sonora francesa e produtora de música eletrónica; Jim O’Rourke, produtor e músico norte-americano; Kara-Lis Coverdale, atual compositora e produtora de música eletrónica; Keith Fullerton Whitman, músico e produtor norte-americano de eletrónica e Tyondai Braxton, compositor e músico, tendo sido membro e fundador do grupo Battles e filho de Anthony Braxton.

Fotografia de cortesia do festival

O festival apresentará também um programa de conversas que permitirá abordar a criação contemporânea nos domínios da música eletrónica e arte sonora, atendendo ao contexto atual. As conversas vão ser transmitidas em direto, a partir do website do festival, e abertas com lotação limitada a público no Mosteiro de Tibães:

  • “David Toop (músico e escritor),  Jessica Ekomane (compositora) e José Alberto Gomes (músico, artista sonoro e curador) vão conversar sobre o binómio Presencial vs Virtual;
  • Chris Watson (artista sonoro), Nuno da Luz (artista) Margarida Mendes (artista e curadora) e Raquel Castro (investigadora e programadora cultural) vão abordar a relação entre Som e Ecologia;
  • José Moura (Príncipe Discos/Holuzam), Mike Harding (Touch), Nkisi (Axis Arkestra/ax-NON worldwide) e Rui Miguel Abreu (jornalista) conversam sobre uma nova lógica editorial pós-pandémica;
  • Nik Void (música), Alain Mongeau (MUTEK), Pedro Santos (Culturgest) e Gonçalo Frota (jornalista) discutem as implicações da pandemia na lógica performativa da música eletrónica.”

O festival terá ainda um programa dedicado a residências artísticas, que decorrerá no Mosteiro de Tibães, como uma introdução ao festival, antes de se iniciar. Klara Lewis, Laurel Halo, Nik Void, Oliver Coates e Pedro Maia são alguns dos artistas que completam este programa.

As performances faz também parte deste festival. Filmadas previamente e transmitidas durante o fim de semana do festival, com exibição no próprio Mosteiro em formato screening e no website do festival.

Fotografia de cortesia do festival

Os vencedores do EDIGMA SEMIBREVE Award 2020, estarão presentes num programa de instalações, no Mosteiro de Tibães.

A programação do SEMIBREVE fica completa com um workshop de música concreta destinado a famílias, resultante de uma parceria com o Circuito, programa de Serviço Educativo da Braga Media Arts.

Para acompanhares o festival no Mosteiro de Tibães terás de comprar o bilhete normal – com um custo de 6 euros – que reverte para o Mosteiro de Tibães.
Atendendo ao atual panorama da pandemia, cada visitante poderá visitar o Mosteiro e experienciar o programa durante um período de duas horas.

Texto de Patrícia Silva
Fotografia de cortesia do festival SEMIBREVE

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