No dia 13 de Junho, a Fábrica do Braço de Prata completa o seu 13º aniversário. Nesta data completam-se 90 dias de crise pandémica. Tendo em conta a precariedade que esta revelou e agravou, a Fábrica pensou num programa de celebração e protesto. Alguns dos músicos que têm sido o som deste lugar “vão subir ao palco num gigantesco festival”, que terá início às 19h00.

“A Fábrica do Braço de Prata sente-se particularmente  implicada no destino daqueles artistas que vivem da venda dos seus concertos. Na confusão das medidas de desconfinamento, ficamos sem compreender  que, ao mesmo tempo que se realizam homenagens à música Pimba no Campo Pequeno, com a presença do Primeiro Ministro, continuem a ser proibidos os espectáculos de música ao vivo fora dos auditórios. As recentes declarações da Dra Graça Freitas sobre o baixo perigo de contágio nos arraiais , e respectivo desmentido 3 horas depois, agravam os sinais de desrespeito do Governo e da Direcção Geral de Saúde pelo mundo dos concertos em pequenas salas e em colectividades”, lê-se no comunicado.

O protesto contra as medidas sanitárias que impedem a realização de espectáculos de música em menor dimensão realizar-se-à num contexto de arraial. A organização ressalva que haverá controlo da lotação, “distância entre as mesas”, apelo ao uso de máscaras e de desinfecção das mãos, através da distribuição de desinfectante. “Mostraremos que é possível libertar os músicos da sua prisão securitária  sem comprometer o combate à pandemia”, refere a Fábrica no mesmo comunicado.

Sabe mais aqui.

Raquel Botelho Rodrigues

Fotografia disponível na página de Facebook da Fábrica do Braço de Prata