A despesa pública do Estado central com o setor da cultura “é, sensivelmente, a mesma do conjunto das autarquias”, de acordo com o ministro da Cultura.
Para Pedro Adão e Silva é esse facto que “dá bem conta do esforço financeiro que as autarquias fazem neste domínio e do papel fundamental que têm para manter não só equipamentos, mas a oferta cultural em todos os pontos do país ativa e dinâmica”
O governante falava durante a cerimónia de inauguração das obras de reabilitação da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia, um investimento de 1,3 milhões de euros. Durante a sessão argumentou que “a responsabilidade pela Cultura, pela política cultural nunca poderá ser apenas do estado central”, e que “há que reconhecer” o papel que as “autarquias têm desempenhado neste domínio”.
Adão e Silva sublinhou ainda o papel da iniciativa privada no setor, que classifica de “muito importante”, e que diz ter de ser “reconhecido, valorizado e, também, incentivado”. Admitiu ainda “não ver que haja qualquer tipo de competição ou um problema em os privados assumirem um maior papel na Cultura”.
“Vejo isso como algo complementar e necessário”, frisou o ministro, que reiterou a “prioridade dada à Cultura por este Governo, e que continuará a ter tradução no ponto de vista do investimento e da dotação orçamental para a Cultura”.