O Festival Internacional de Marionetas e Figuras Animadas - FIMFA, celebra 21 anos de existência na edição de 2021. Cerca de oito salas, espalhadas pela capital, vão receber dezenas de espetáculos de marionetas e formas animadas, de 4 a 23 de maio. O espetáculo de abertura do festival acontece no Teatro Nacional D. Maria II, no dia 4 de maio.

Produzido pela Tarumba – Teatro de Marionetas, o FIMFA Lx é um espaço de programação contemporânea, inovadora e alternativa que, anualmente, junta diversos criadores mundiais. Em ano de aniversário, o FIMFA Lx renova o ponto de encontro internacional do teatro de marionetas contemporâneo, na cidade de Lisboa, com a participação de mais de uma dezena de companhias nacionais e internacionais, que apresentam os seus espetáculos ao longo do mês de maio, muitos em estreia nacional.

Espetáculo Moby Dick, uma criação de Yngvild Aspeli - Plexus Polaire

A abertura do festival arranca com uma criação inspirada num dos grandes clássicos da literatura, "Moby Dick". A sala do Teatro Nacional D. Maria II, acolhe, no dia 4 de maio, a companhia Plexus Polaire, proveniente de França e da Noruega, para um espetáculo que conta com cinquenta marionetas, projeções de vídeo, uma orquestra submersa e uma baleia-marioneta em tamanho real.

A programação da 21ª Edição do FIMFA Lx tem como mote a resistência e o recomeço. O Teatro Municipal São Luiz recebe "Chaika", um solo entre uma atriz e uma marioneta de tamanho humano, inspirado na obra A Gaivota de Tchékhov; "Optraken", da companhia francesa Galactik Ensemble, revela-nos a arte da queda; "The Puppet-Show Man", uma criação com marionetas tradicionais de luva chinesas; e "Maiakovski - O Regresso do Futuro", do Teatro de Ferro e do Teatro de Marionetas do Porto, que constroem uma máquina do tempo para ressuscitar o poeta russo.

"Optraken", da companhia francesa Galactik Ensemble. Fotografia de Nicolas Martinez 

Pelo palco do Teatro do Bairro, vão passar os espetáculos Petites Fables, onde a artista do teatro de objetos, Agnès Limbos, conta quatro pequenas fábulas; "Concerto para uma árvore", de Fernando Mota, que marca o início de uma pesquisa à volta de objetos sonoros criados a partir de árvores e materiais naturais; e "Ambregris", da companhia francesa Les Antliaclastes, uma criação que aborda o mito do ventre da baleia e a busca pelo âmbar-cinzento, misturando Pinóquio, o capitão Ahab e Jonas, e utilizando marionetas de fios, de vara, de luva e sombras.

Já no Teatro Taborda, os Bonecos de Santo Aleixo, tradicionais do Alentejo e únicos no mundo, apresentam o Auto da Criação do Mundo, um espetáculo dedicado a famílias e acompanhado de guitarra portuguesa e muitas cantigas.

LU.CA - Teatro Luís de Camões recebe "Branco como a noite e claro como o Preto", uma criação da companhia alemã Thalias Kompagnons que, através de um técnica especial de pintura ao vivo, criará uma viagem de descoberta para destemidos e curiosos, e "Bakéké", um espetáculo de novo circo e manipulação de objetos destinado a famílias.

"Branco como a noite e claro como o Preto", da companhia alemã Thalias Kompagnons. Fotografia Bruno Weiss, Le Dandy Manchot

No Museu de Lisboa, no núcleo do Palácio Pimenta, os espetáculos serão ao ar livre. A Limite Zero apresenta o tradicional "Teatro Dom Roberto", e a companhia Radar 360º apresenta "Histórias Suspensas", um dos espetáculos de encerramento do Festival, onde o único limite é a própria imaginação. Nesta edição, o Centro Cultural da Malaposta junta-se ao festival, com Cinderela, um espetáculo do Teatro de Marionetas do Porto destinado aos mais novos, com uma nova abordagem a esta história tradicional.

Luís Vieira e Rute Ribeiro, diretores artísticos do FIMFA Lx, referem que “resistir, recomeçar, renovar, reconstruir, reinventar são as palavras-chaves para a edição de 2021", com a esperança de avançar com o festival repleto de público ao vivo, a assistir à união em palco de atores e marionetas.

Texto de Ana Mendes
Fotografias da cortesia de FIMFA
Lx

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