Inaugura no dia 8 de Outubro, a partir das 18h30, a exposição colectiva “Gente que quer ser feliz… como toda a gente”, que estará patente no Espaço Santa Catarina, em Lisboa, até 14 de Outubro, com horário diário das 14h às 20h, encerrando ao fim-de-semana.

A exposição integra várias artes, como a cerâmica, a dança, a escultura, a fotografia, a instalação, a pintura e o trompete, e inclui os artistas Ângelo Cid Neto, Carlos Henrich, João Dias, Luís Vicente, Luísa Ferreira, Nelson Cardoso, Pedro Proença, Susana Cannas e Zambeze Almeida, com curadoria a cargo de Maria Miguel Lucas. Num espaço construído para dar água e descanso a cavalos, actualmente reutilizado como galeria de arte, convidam-se agora artistas de artes diversas (desde um bailarino a um trompetista de free jazz) para recriar momentos de felicidade. Nas palavras da curadora, a “selecção de obras tem em comum a ideia do espanto da descoberta da alegria”.

A exposição parte, assim, da pergunta “até que ponto pode ser a Arte um guia prático para a Alegria?” e assenta, nas palavras da curadora, em 4 grandes objectivos, que constituem um manifesto: contribuir para desconstruir a ideia de que a arte tem de ser compreendida (e por todos da mesma forma); contribuir para construir a ideia de que a arte é para ser sentida (e por todos de forma diferente); contribuir para criar a ideia de que ver, sentir e pensar Arte é uma arte de viver (porque todos queremos ser felizes, apenas); destruir a encenação da seriedade da arte — e da cultura em geral — que grassa (pelo menos) no país.

Texto de Francisco Cambim
Fotografia de Ana Ferreira

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