O realizador de “Le métro, Vieira da Silva”, Ricardo Vieira Lisboa, programou uma sessão de curtas-metragens a decorrer no dia 14 de Dezembro, no auditório do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva. Os filmes que escolheu, de (outros) jovens realizadores lidam, tal como o seu, com o espaço museológico e com a obra de artistas plásticos. A ideia é mergulhar no universo dos artistas, questionar e pensar temas que por vezes ficam nas franjas do debate nas artes. 

A viagem aos Museus é feita através de “Antão, o Invisível”, de Maya Kosa e Sérgio da Costa, que põe lado a lado pessoas com visão, pessoas cegas e um surdo cego numa visita ao Museu de Arte Antiga, e de “Mapa Museu”, de Nuno Lacerda, que mergulha no universo do Museu Coleção Berardo, através de “uma arquitectura suspensa no espaço e no tempo, tal como os seus habitantes”.

Seguem-se três visitas a ateliers de artistas, com “Fuera de cuadro”, o encontro de Márcio Laranjeira com o filho da artista argentina Alicia Boffi;  “Onde o meu amigo pintou um quadro”, a curta de Pedro Florêncio sobre o seu amigo Afonso Matias; e “Histórias de Fantasmas”, a recordação do momento em que Carlos Pereira (o realizador) se encontrou “dentro de um velho edifício da Stasi” com “um pintor de ruínas”, Pierre Maurcot, a falar sobre ser humano.

O programa prevê uma duração de 60 minutos.

Texto de Carolina Franco
Fotografia de Joseph DeFrancisco via Unsplash

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