Encontros Para o Futuro, a conferência anual realizada pelos Estúdios Victor Córdon, tem como tema a internacionalização das artes performativas, com atenção particular à dança. Realizar-se-á nos dias 13 e 14 de Março, no Teatro Camões e nos Estúdios Victor Córdon.

Este projecto teve início em 2018 e "visa reunir artistas e diversos agentes culturais com o intuito de se conhecerem, debaterem e partilharem ideias e estratégias". "O que significa, hoje, trabalhar internacionalmente nas artes performativas? Que políticas e estratégias são relevantes num contexto de emergência de práticas artísticas transnacionais e pós-nacionais? Como pensar o mapa-múndi de um projeto artístico sem sucumbir à fórmula instrumental? Será que a emergência climática justifica uma reavaliação da colaboração artística internacional? Como olhamos para a mobilidade dos artistas e profissionais da cultura: como um direito ou um privilégio
Ocidental? Que papel têm as redes de programação e os festivais num mundo persistentemente desigual? O que há para fazermos — artistas, produtores, programadores, responsáveis políticos?", lê-se no comunicado de imprensa.

Para esta conferência, intitulada Navegar é preciso? Sentidos para a internacionalização da dança, os Estúdios Victor Córdon, contam com gestora cultural Vânia Rodrigues como curadora, responsável pela programação dos temas e dos convidados. Entre estes, encontra-se Américo Rodrigues, António Caldeira Pires, Mário Carneiro, Cristina Farinha, Ben Twist, Cristina Planas Leitão, Elisabete Paiva, Francisco Camacho, João dos Santos Martins, Rui Torrinha, Maria João Garcia e Liliana Coutinho. Joris Janssens, especialista e investigador na área da internacionalização das artes performativas, está encarregue da sessão de abertura, que se realizará no Teatro Camões e será procedida pelo espectáculo Dançar em Tempo de Guerra apresentado pela Companhia Nacional de Bailado (CNB).

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Texto de Raquel Botelho Rodrigues
Fotografia cedida pela assessoria de imprensa dos Estúdios Victor Córdon