Depois de oito edições em Lisboa, o Arquiteturas Film Festival vai mudar-se para o Porto. Este ano, o festival decorrerá entre 27 de setembro e 1 de outubro e terá como mote o abrandamento, “ainda que isso implique demolir, reduzir, reutilizar ou subtrair a arquitetura”.
“Interessa-nos ver, ouvir e debater sobre práticas espaciais justas social e ambientalmente, que transmitam uma relação recíproca entre a ação humana e a natureza”, explica a organização, numa nota divulgada no site do festival.
De notar que o Arquiteturas Film Festival foca-se no interesse crescente pelas abordagens interdisciplinares à arquitetura. “O festival usa o poder das imagens em movimento como ferramenta para alargar a compreensão e admiração do público pela arquitetura”, é salientado, assim, na referida nota.
Neste quadro, está agora a decorrer, até 30 de junho, a open call para a secção de competição do festival. As categorias a concurso são: “melhor documentário”, “melhor filme de ficção”, “melhor filme experimental”, “melhor primeiro filme”, “prémio do público” e “prémio de consciência social”. Os filmes poderão ser submetidos na plataforma FilmFreeway.
O Arquiteturas Film Festival é organizado pelo Instituto, em co-produção com o Batalha Centro de Cinema. Já a coordenação do programa de competição cabe a Sofia Mourato.
A edição de 2021 deste festival decorreu entre 1 a 6 de junho, no Cinema São Jorge, em Lisboa, e contou com 36 documentários, ficções, animações e filmes experimentais, “com relevância para a divulgação da arquitetura portuguesa contemporânea, ao nível nacional e internacional”.
O mote dessa edição foi o tema “Bodies Out of Space”, propondo-se uma reflexão “sobre a construção social do espaço conectado a um fio que circula dentro de suas próprias narrativas de dominação. Narrativas também sobre identidade que muitas vezes é retirada ou forçada a representar o nosso corpo.”