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Eficiência hídrica e energética dos territórios da Aldeias Históricas de Portugal vai ser otimizada

Projeto é descrito como “ambicioso” mas “necessário” para conseguir competitividade territorial

Texto de Sofia Craveiro

Fotografia de Daniel Páscoa via Unsplash

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Uma parceria formalizada entre a associação de desenvolvimento turístico Aldeias Históricas de Portugal e a Agência Nacional de Energia (Adene) quer otimizar o uso da água e da energia nas localidades abrangidas da zona Centro.

O arranque do projeto traduziu-se numa visita aos territórios por parte de técnicos da Adene, em que foram avaliados “os passos necessários para a eficiência hídrica e energética” das 12 povoações do interior Centro do país, segundo nota enviada às redações.

Esta visita incluiu ainda uma reunião com representantes dos 10 municípios dos distritos de Coimbra, Guarda e Castelo Branco, onde se situam as 12 localidades – Almeida e Castelo Mendo (Almeida), Belmonte, Castelo Novo (Fundão), Castelo Rodrigo (Figueira de Castelo Rodrigo), Idanha-a-Velha e Monsanto (Idanha-a-Nova), Linhares da Beira (Celorico da Beira), Marialva (Mêda), Piódão (Arganil), Sortelha (Sabugal) e Trancoso – que, “de forma inequívoca (…) assumiram o compromisso de contribuírem para que as Aldeias Históricas de Portugal se tornem uma rede urbana ainda mais sustentável”.

No comunicado, a Aldeias Históricas de Portugal diz que o acordo é “um ambicioso, mas necessário caminho conducente à competitividade territorial e ao fortalecimento do seu posicionamento como território sustentável no contexto nacional e europeu”.

Carlos Ascensão, presidente da Aldeias Históricas de Portugal, refere, na mesma nota, que o projeto “evidencia a estratégia e o dinamismo” daquela rede de destinos turísticos, “sempre na vanguarda da inovação”.

“É também uma nova prova do nosso compromisso com a sustentabilidade, numa época em que se impõe cada vez mais dar prioridade a uma gestão inteligente e responsável dos nossos recursos hídricos e energéticos, e à conservação da natureza. E num território tão rico em paisagens de serra e agrícolas, planícies, zonas ribeirinhas, parques naturais, reservas protegidas e zonas de lazer, isso ganha uma importância ainda maior", enfatizou o responsável.

Já Nelson Laje, presidente da Adene, considerou que a agência que lidera “pode ter um contributo importante neste objetivo de tornar as Aldeias Históricas de Portugal uma rede urbana sustentável e pioneira, no seu contributo para o crescimento verde dos territórios de baixa densidade".

Segundo os promotores, esta parceria "afirma-se como instrumental e estratégica para a concretização do desígnio de desenvolvimento sustentável e crescimento verde definido como basilar na estratégia da rede”.

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