Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

Rede social para curadores de arte apresentada na ARCOlisboa

A Art Curator Grid, uma rede social destinada a curadores de arte, mas também acessível…

Texto de Redação

Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

A Art Curator Grid, uma rede social destinada a curadores de arte, mas também acessível a instituições, galerias ou outros interessados em conteúdos curatoriais, foi apresentada na ARCOlisboa - Feira Internacional de Arte Contemporânea, que decorreu entre 16 e 19 de maio.

A ideia, explicou a responsável do projeto, Pauline Foessel, em declarações à Lusa, é “haver um sítio onde os curadores possam partilhar trabalho e estabelecer ligações, isso na perspetiva de iniciarem colaborações”.

Foi em Hong Kong, onde esteve a trabalhar para uma fundação privada de arte, que Pauline Foessel entendeu “o papel do curador a sua importância, para fazer a ligação entre os artistas e o público”.

“Percebi que ainda não havia nada online dedicado aos curadores, que têm um papel muito importante e que a maioria do público desconhece - o curador dá uma leitura de obras de artistas e faz este link invisível entre as peças, os artistas, os conceitos, para que público entenda o trabalho”, contou.

Na Art Curator Grid, os curadores poderão “fazer ‘posts’ sobre exposições, partilhar textos curatoriais, pesquisar artistas, ver o que os outros curadores estão a fazer, qual o ângulo para falar sobre um conceito ou um tema”.

Esta plataforma irá funcionar “um pouco como o Facebook”, sendo necessário estar-se registado – o registo é gratuito - para conseguir aceder a informações partilhadas.

Para já, está disponível online a versão preliminar, que “ainda não tem todas as funcionalidades”, faltando, por exemplo “a caixa de troca de mensagens”. Entre outras coisas, a plataforma irá também incluir um calendário, “para divulgação de exposições”, e também um mapa, “para, quando se visita determinada cidade, saber onde há exposições dos curadores inscritos na plataforma”.

Apesar de ter sido criada a pensar nos curadores de arte, a Art Curator Grid é “também aberta a viewers, pode ser uma instituição, uma galeria ou só uma pessoa que gosta de ver conteúdos curatoriais”.

Na segunda fase, a Art Curator Grid irá “disponibilizar serviços para curadores, para tentar ajudar a fazer viajar as exposições”, mas também para “empresas, galerias ou colecionadores privados que procurem curadores”. “Podemos nós sugerir um curador para a determinado projeto”, referiu Pauline Foessel, acrescentando que “esse serviço será implementado rapidamente”.

Numa outra fase, “que vai demorar mais tempo”, a Art Curator Grid irá “fazer a ligação entre curadores e colecionadores privados, para empréstimo de peças para exposições, o que facilita o processo que hoje acontece”.

“Um curador vai à plataforma pesquisa um artista e tem uma lista das peças que podem ser emprestadas. E a Art Curator Grid trata de tudo”, explicou.

Além da plataforma online, a Art Curator Grid tem também um espaço físico, no bairro da Lapa, em Lisboa, “que não é uma galeria, porque não está aberta para vender”.

Nesse espaço, “o sentido é pôr o foco no papel do curador e convidar curadores para fazerem coisas um pouco diferentes”.

Para inaugurar o Art Curator Grid Lab, Pauline Foessel convidou o curador de arte e diretor do Instituto Camões em Paris, João Pinharanda, a quem deu “carta-branca”.

Por sua vez, João Pinharanda convidou a artista plástica Clara Saracho de Almeida, de 28 anos, cujo trabalho conheceu nas pesquisas que faz para “conhecer os artistas que estão em Paris e dar apoio” aos que considera “interessantes”.

“Isto tinha que ter uma intervenção adequada ao espaço, que a Pauline não quer assumir como galeria, e quando vi a exposição da Clara – ‘À moi jouer’, patente até sábado na art.exprim, em Paris – começámos a trabalhar numa ideia”, contou João Pinharanda à Lusa.

O curador achou que “seria interessante dar esta oportunidade” à artista e que “fazia sentido que a pessoa que fosse escolher fosse alguém que estivesse lá [em Paris] e não fosse conhecido em Portugal”.

Clara Saracho de Almeida “partiu da exposição de Paris e tornou a coisa mais abstrata, mais conceptual”. A artista plástica, que em 2013 trocou a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto pela de Paris, depois de um Erasmus na capital francesa, onde concluiu o curso há um ano e meio, expõe pela primeira vez em Lisboa, depois de Bruxelas, Tóquio ou Guimarães.

Clara Saracho de Almeida trabalha “muito com o espaço e no espaço”. “Não gosto de fazer as obras no atelier e colocá-las, acho muito importante o trabalho manual e estar fisicamente no espaço”, contou à Lusa.

A artista cria “instalações em vários materiais” e, no Art Curator Grid Lab, quando falou com a Lusa, estava a fazer “cavaletes e estiradores, a trabalhar em madeira, pinho”.

A mostra em Lisboa começou pela exposição que teve patente até sábado, dia 18, em Paris, que teve como inspiração Vilarinho das Furnas, uma aldeia no Gerês que ficou submersa devido à construção de uma barragem. “Não queria ilustrar a história de Vilarinho, mas algo que me diz esse espaço e como poderia traduzir a fragilidade desse espaço numa instalação”, disse.

“Levantado do Chão”, de Clara Saracho de Almeida, pode ser visitada entre segunda-feira e 28 de junho, sob marcação, ou quando a porta do Art Curator Grid Lab estiver aberta.

Texto de Lusa
Fotografia de Jonathan Velasquez disponível via Unsplash

Se queres ler mais notícias sobre a cultura em Portugal, clica aqui.

Publicidade

Se este artigo te interessou vale a pena espreitares estes também

1 Maio 2026

Está a chegar o Cultivar, o novo simpósio dedicado à gastronomia e cultura alimentar

8 Abril 2026

Paul da Goucha, em Alpiarça, recebe uma das maiores iniciativas mundiais de ciência cidadã

6 Novembro 2025

Ovar Expande: ser cantautor para lá das convenções

13 Outubro 2025

Jornalista afegã pede ajuda a Portugal para escapar ao terror talibã

18 Setembro 2025

Arte, pensamento crítico e ativismo queer reúnem-se numa ‘Densa Nuvem de Amor’

17 Setembro 2025

MediaCon: convenção de jornalismo regressa a Lisboa em outubro

24 Julho 2025

MediaCon 2025 tem candidaturas abertas para novos projetos de jornalismo

2 Julho 2025

Candidaturas abertas para o Workshop de Curadores da 13.ª Bienal de Berlim

16 Junho 2025

Para as associações lisboetas, os Santos não são apenas tradição, mas também resistência

29 Maio 2025

Maribel López: “Temos de tentar garantir que os artistas possam dar forma às suas ideias”

Academia: Programa de Pensamento Crítico Gerador

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Desarrumar a escrita: oficina prática [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Literacia Mediática

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Fundos Europeus para as Artes e Cultura I – da Ideia ao Projeto [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Autor Leitor: um livro escrito com quem lê 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo e Crítica Musical [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Imaginação para entender o Futuro

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo Literário: Do poder dos factos à beleza narrativa [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Comunicação Cultural [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Clube de Leitura Anti-Desinformação 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Financiamento de Estruturas e Projetos Culturais [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Curso Política e Cidadania para a Democracia

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Criação e Manutenção de Associações Culturais

Duração: 15h

Formato: Online

Investigações: conhece as nossas principais reportagens, feitas de jornalismo lento

20 abril 2026

Futuro ou espaço de incerteza? A visão de Camila Romão sobre o ensino superior

Para muitos jovens o ensino superior continua a ser o percurso natural, quase obrigatório, para garantir um futuro melhor. Apesar disso, nem todos os que escolhem seguir este caminho encontram uma realidade correspondente às expetativas. Neste projeto, procuramos perceber, através de uma reportagem aprofundada e testemunhos em vídeo, o que está realmente a em causa no ensino superior em Portugal. O que está a afastar os jovens? O que os faz ficar ou sair? E, sobretudo, que país estamos a construir quando estudar se transforma num privilégio ou num risco.

16 fevereiro 2026

Com o patrocínio do governo, a desinformação na Eslováquia está a afetar pessoas, valores e instituições

Ataques a jornalistas, descredibilização da comunicação social independente, propagação de informação falsa, desmantelamento de instituições culturais. A desinformação na Eslováquia está a crescer com o patrocínio dos responsáveis políticos, que trazem para o mainstream as narrativas das margens. Com ataques e mudanças legislativas feitas à medida, agudiza-se a polarização da sociedade que está a prejudicar a democracia e o sentimento europeísta.

Carrinho de compras0
There are no products in the cart!
Continuar na loja
0