O festival Cumplicidades, um evento internacional de dança contemporânea, regressa, em março, a Lisboa, com a segunda parte da terceira edição, com o artista plástico André Gomes, como curador convidado.

Após a interrupção da edição de 2020, devido à pandemia, o regresso é, também, uma forma de reconstruir as condições para que os profissionais envolvidos retomem a sua atividade, com um primeiro momento, em setembro do ano passado, e um segundo, agora, entre fevereiro e março de 2021.

O espetáculo de Nuno Lucas, que traz ao palco as pessoas que o assombraram ou assombram em “I Could Write a Song”, num mergulho poético e lúdico espaço interior das nossas emoções”, e Mina, um projeto com uma abordagem feminista, transfeminista e interseccional, incluindo questionamentos sobre “o que fazer agora” e “como fazer agora”, encerram os momentos proporcionados pelo evento, nesta edição.  

O evento reúne artistas portugueses e estrangeiros, emergentes ou reconhecidos, e o tema é o “Multiverso”, o termo “usado nas teorias e ficções científicas, ele define o encontro entre diferentes universos, numa totalidade de espaço, tempo, matéria, energia, leis e suas constantes físicas”, e por isso, no contexto do festival, enquadra-se na multiculturalidade de línguas, expressões, corpos e  “subjetividades que convergem numa mesma estrofe”, como descrevem em comunicado de imprensa.


Projeto Mina, fotografia de Joana Linda

As atividades decorrem em locais diferentes, e o preço varia de acordo com o que se pretende. Consulte a programação aqui .

Texto por Filipa Bossuet

Fotografia de Esther Quade

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