A passagem do Teatro do Bairro Alto pelo Lux terminará com um conjunto de iniciativas presenciais e online. Entre as primeiras, realizar-se-á concerto Delírio de Tropa Macaca, amanhã, dia 11 de Dezembro, pelas 19h00, a peça Ma vie va changer, com direção artística de Nuno Lucas, no dia 16, à mesma hora, e a conversa sobre Lisboa e fotografia, moderada por Catarina Botelho e David Guéniot, no dia 19, às 10h30. O Programa Digital apresenta o último projecto de 2020, “Recolher Obrigatório”, composto por oito peças, que serão transmitidas, entre as 23h00, de dia 18, e as 5h00, de dia 19.

A Tropa Macaca, o duo composto por André Abel e Joana da Conceição, cuja música baseada “em loops criados em teclados e samples, entrecortada pela abordagem fraturada e abstrata à guitarra, e atravessada por sonoridades de sintetizadores, há ritmo, indeterminação e imprevisibilidade”, será envolvida por uma performance, onde o vídeo também é integrado.

Ma vie va changer, de Nuno Lucas com Geoffrey Carey e Frédéric Danos, “utiliza uma refeição como um ponto de encontro, um lugar de partilha, uma tentativa de criar laços de intimidade e proximidade com o outro.” ” À volta de uma mesa, juntos durante o tempo de uma refeição, um português, um francês e um norte-americano fabulam sobre o quotidiano. Passando de histórias reais para lugares ficcionais e usando o ritual de comer como um gesto de se esquecer e se deixar levar pelo tempo”, lemos no comunicado de imprensa.

“Lisboa entre a crise e hoje: olhares fotográficos” é o tema da conversa de Catarina Botelho e David Guinot, onde se propõe uma reflexão sobre a cidade e suas representações.

Nas redes sociais do TBA haverá “Recolher Obrigatório”, que conta com as performances “POR FAVOR, OLHAR COMO SE FOSSE A PRIMEIRA E ÚLTIMA VEZ”, de Daniel Pizamiglio, “moooooon”, de Jorge Jácome, “RE:Silience (a partir da “Lecture on Nothing” de John Cage)”, de Kenneth Goldsmith, “YOUR SEXTS ARE SHIT: OLDER BETTER LETTERS (Middle of the Night Edition)”, de Rachel Mars, e “ad aeternum”, de Vânia Doutel Vaz, e a música de Ayoub ElAyady, com “LILA”, e Jejuno e Sara Graça, com “Pool u. Pool Original “, e uma reflexão intitulada “Capitalismo com uma Face Transumana”, de Ana Teixeira Pinto.

Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Fotografia de Marta Pina