De 12 a 16 de Fevereiro, a Tarumba – Teatro de Marionetas, leva Curtas de Papel, Osso e Fel ao Teatro do Bairro, iniciando o Ciclo do Terror, que procede o Ciclo do Amor.

Continuando a falar de amor, surgem as baladas de morte, (murder balads), subgénero musical que remonta à Idade Média do actual território do Reino Unido, que narram um crime. Do diálogo entre a literatura de Edward Gorey, Mário-Henrique Leiria ou Max Aub e a música de Nick Cave, Elvis Presley ou Johnny Cash, que tem afinidade com este tipo de baladas, entramos neste universo.  A partir de uma escuta atenta de tais músicas, que são “as canções da vida de muitos casais”, Luís Vieira e Rute Ribeiro, encenadores e actores-manipuladores, repararam que estas são “de tal maneira eficientes, de tal maneira apaixonantes, que as pessoas deixam-se envolver pelas melodias. Mas, na verdade essas histórias são histórias de crime, muitas vezes de assassinatos”, sinaliza Luís Vieira.

O espectáculo, centrado sobretudo na música, ilustra-a, pretendendo “funcionar no fio da navalha”, mostrando que “aquilo que é aparentemente normal” é, por vezes, “aquilo que pode transformar as nossas vidas num inferno”, através de várias técnicas de manipulação de objectos e de panoramas em movimento (um sistema de rolo que permite deslocar imagens de ponta a ponta), tratando-se de um antigo suporte usado para contar histórias, figuras de papel articuladas, imagens e sinais gráficos, conta o encenador.

O mundo de Tarumba é sempre de marionetas, contudo, neste espectáculo, não se trata de marionetas tradicionais, pois, “hoje em dia, é bastante lato e é difícil definir os seus limites e as suas fronteiras”.

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Texto de Raquel Rodrigues
Fotografia de José Caldeira

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