O escritor e bibliófilo Alberto Manguel, proprietário de uma biblioteca, que está na base de livros como “Dicionário de Lugares Imaginários” ou “Uma História da Leitura”, vai doar os seus 40 mil livros à Câmara de Lisboa. Posteriormente, estes, serão transferidos para um novo equipamento municipal, o futuro Centro de Estudos da História da Leitura, CEHL, a instalar no palacete dos Marqueses de Pombal, junto ao Museu Nacional de Arte Antiga.

Em declarações ao Público, Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da Câmera de Lisboa referiu que o novo equipamento “Será um ponto de encontro entre autores e intelectuais e o público leitor.” O objetivo será transformar o espaço numa biblioteca de acesso livre a investigadores especializados e a leitores.

 A assinatura do protocolo de criação do Centro de Estudos da História da Leitura, estabelecido entre o município e Alberto Manguel, será assinado em cerimónia no próximo sábado, 12 de setembro, às 18 horas, nas imediações do Pavilhão Carlos Lopes e no âmbito da Feira do Livro de Lisboa.

Alberto Manguel dirigiu a Biblioteca Nacional da Argentina e dedicou parte da sua atividade, enquanto tradutor, ensaísta e romancista, ao estudo da história da leitura.

Texto de Isabel Marques
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