De 13 a 29 de outubro o festival apresenta um programa com 20 espetáculos e projetos artísticos, dos quais 9 são estreais absolutas. O Alkantara Festival recebe também, online, o Fórum Cultura.

A Dança, o teatro, a performance, as conversas e debates são as palavras-chave que constituem a programação da edição de 2020 do Festival Internacional de Artes Performativas.

Descrevendo-se como um “espaço de encontro, partilha e discussão pública”, a direção artística do projeto, composta por Carla Nobre Sousa e David Cabecinha, pretende “acompanhar os trabalhos artísticos de forma duradoura e dar continuidade às discussões que esta edição vai permitir partilhar com o público”, como é possível ler no comunicado da organização.

Nesta edição do festival vão estar em destaque projetos que se dedicam à reflexão da crise ambiental assim como ao combate da invisibilização de identidades marginalizadas.

Fotografia de Heading Against the Wall, de Cão Solteiro & André Godinho

Pisando pela primeira vez os palcos do festival, Cão Solteiro & André Godinho apresentam Heading Against the Wall, no qual exploram a “possibilidade de fazer teatro fora do teatro”. O espetáculo será apresentado em duas versões – para ver em casa ou ao vivo no TBA no Lux.

 Still Dance for Nothing (2020), criado pela coreógrafa Eszter Salamon em colaboração com a bailarina Vânia Doutel Vaz é outro dos acontecimentos que se destacam.

A programação conta ainda com espetáculos como: Tafukt de Radouan Mriziga; Sexta-feira: O fim do mundo… Ou então não, o quinto capítulo do projeto “Sete Anos Sete Peças” de Cláudia Dias; Grinding The Wind da Dina Mimi com comissariado de The Consortium Comissions e The Anger! The Fury! da coreógrafa e dramaturga Sónia Baptista.

Fotografia de Terra Batida, de Maria Mire

No caso do São Luiz Teatro Municipal, a rede Terra Batida, proposta por Marta Lança e Rita Natálio, permitirá o acesso a atividades de forma livre. Serão apresentadas pesquisas, conversas e debates, com propostas de Ana Rita Teodoro, Maria Lúcia Cruz Correia, Sílvia das Fadas, Vera Mantero e, também asperformances Superintensiva de Marta Lança, Rasante de Joana Levi e Fóssil de Rita Natálio, que se estreiam no festival.
Este projeto junta “pessoas, práticas e saberes em disputa com formas de violência ecológica e políticas de abandono, envolve residências em vários locais do país, o lançamento de publicações e projetos artísticos com apresentação inédita no Alkantara Festival”, segundo o comunicado do festival.

Com estreias nacionais como Farci.e, de Sorour Darabi, CUTLASS SPRING da coreógrafa canadiana Dana Michel,  Histoire(s) du Théâtre II, do coreógrafo congolês Faustin Linyekula e L’Homme rare de Nadia Beugré o programa do Alkantara Festival 2020 acolhe ainda a antestreia de Glottis no Centro Cultural de Belém, da coreógrafa Flora Détraz, em que três figuras comunicam com o desconhecido.

O Teatro Nacional D. Maria II recebe também Coreografia, o mais recente trabalho de João dos Santos Martins.

Além do programa de espetáculos, o festival apresenta duas sessões do Fórum Cultura, um espaço de discussão de temas relacionados com o desenvolvimento profissional do meio artístico.
O primeiro encontro decorrerá no dia 16 de novembro, às 15h, dedicado à Representatividade Negra nas Artes Performativas: Significados, Limites e Políticas de Ação Afirmativa e conta com a moderação da investigadora Raquel Lima. O segundo encontro será no dia 21 de novembro, às 15h, e abordará A coprodução nos bons e maus momentos com a moderação da gestora cultural Vânia Rodrigues. Estas edições do Fórum Cultura, estão abertas de forma livre, com transmissão online.

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Texto de Patrícia Silva
Fotografia de ©Antoine Tempé

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