Sob o signo da ruralidade, num espaço de intermitência que é também marcado pelo lado urbano da região, Arruda dos Vinhos acolhe a 7.ª edição do Curt’Arruda – Festival de Cinema de Arruda dos Vinhos, que decorre de 16 a 18 de outubro. Depois da última edição, de um só dia, marcada pelo falecimento de um dos seus fundadores, Joel Rodrigues, o festival regressa em força, com uma programação em que constam cerca de 65 filmes, uma exposição de fotografia de Joana Ramos, um concerto de Filho da Mãe, e ainda um cine-concerto onde será exibido Luzes da Cidade, de Charlie Chaplin.

Num ano igualmente marcado pela pandemia e pelos constrangimentos que tal provoca, o festival quer deixar a sua marca bem patente, alicerçada num espírito de comunhão em torno da sétima arte, mas também da dinamização cultural de Arruda dos Vinhos.

Em entrevista ao Gerador, André Agostinho, diretor do Curt’Arruda, explica quais os desafios de se programar o festival num ano atípico, que foi também marcado simbolicamente pela superação dos acontecimentos que tiveram lugar há cerca de um ano. Agora, de olhos postos no futuro, o objetivo passa por dar mais possibilidades à organização de ter uma programação extensível ao longo do ano e conquistar novos públicos, sempre através de filmes que levantem questões e que motivem um debate sobre o papel da arte na nossa sociedade.

Gerador (G.) –A caminho da sua 7.ª edição, que balanço fazem da evolução doCurt’ Arruda e do impacto que o festival tem na região onde se insere?
André Agostinho (A. A.) – São sete anos de existência que, para nós, passaram muito rápido. Vivemos tudo muito intensamente, porque somos uma equipa pequena. Até à edição anterior éramos seis pessoas na organização. Este ano, crescemos um pouco mais e, neste momento, somos nove pessoas na organização. Como tal, passados sete anos, vemos que o festival cresceu bastante. Foi ganhando de ano para ano uma aceitação cada vez maior por parte das pessoas da terra e também por pessoas que não são de Arruda dos Vinhos. Cada vez mais, temos um público diversificado e que se tem tornado fiel desde a primeira edição. Recordo-me de que nessa edição estávamos à espera de ter um público mais jovem e o que acabou por acontecer foi termos um público mais idoso. Isto também tem que ver um pouco com o próprio espaço onde o festival acontece. Nós fazemos questão de concretizar o festival no Clube Recreativo Desportivo Arrudense, que era o antigo cinema em Arruda dos Vinhos. Há muitas pessoas que assistiram a filmes naquele espaço quando eram mais jovens e, agora, passados 40 anos, querem ir ali rever filmes e reavivar a experiência do que é que tinha sido a sua juventude. Isso, para nós, foi uma grande surpresa. Inclusive, houve uma história de um casal que, logo na primeira edição, fez questão de ir ao festival e sentar-se naqueles lugares onde se tinham conhecido quando eram mais jovens. Apesar das condições da sala não serem as melhores e de existir um outro local onde nós também fazemos algumas exibições, escolhemos aquele local por causa do espírito daquele lugar, onde acabamos por conjugar uma certa nostalgia, para que as pessoas mais velhas de Arruda possam voltar a assistir a filmes naquela sala. Por tudo isto, foi um crescimento de sete anos que nos deixa cheios de orgulho e responsabilidade para com as pessoas de Arruda e, cada vez mais, para com quem nos visita.

 G. –O festival tem o mote de ligação entre o mundo rural e o urbano, algo que está bem patente nos filmes que apresenta. Sempre foi esse o vosso objetivo?
A. A. – Sim, desde a primeira hora. Quando nos sentàmos à mesa para pensar o que poderia ser um festival de cinema em Arruda, pensávamos que tinha de haver uma temática. E, no fundo, essa temática surgiu pelos valores e pela história que Arruda tem ao nível da ruralidade, de forma a não perdermos este aspecto mais ligado ao património e aos costumes, que com o desenvolvimento e o progresso cai, muitas vezes, no esquecimento. Não queríamos que a nossa terra perdesse essa tradição, não só dos costumes —sejam da agricultura ou das vindimas—, como também o seu legado histórico ao nível das lendas. Portanto, tentámos criar esse festival de cinema rural que depois denominamos como “o mais urbano de Portugal”, devido também ao crescimento de Arruda dos Vinhos. Há, portanto, este contraponto entre o que é rural e o que é urbano, precisamente porque Arruda é, neste momento, rural e ao mesmo tempo urbana.

G. – Sei que só este ano receberam cerca de 600 filmes nas candidaturas. Como é que decorre o vosso processo de seleção tendo em conta o número bastante reduzido de pessoas que compõem a equipa?
A. A. – É interessante esta questão da seleção dos filmes. Desde o primeiro ano que fui a pessoa mais responsável pela questão artística do festival e pela seleção dos filmes, sendo algo que me dá muito prazer, de tentar juntar alguns filmes e colocá-los em diálogo. Num primeiro nível, temos uma folha de Excel onde vamos colocando todos os filmes, que avaliamos de 1 a 10, apenas por uma questão de gosto. Só depois, numa segunda fase, é que vamos escrutinar um pouco mais e ver o que é que, de facto, faz sentido, o que é rural e o que não é, porque, apesar de nós termos esta temática da ruralidade, recebemos muitos filmes que não são rurais. Por isso, optamos por ter uma secção de fora de competição do festival, onde mostramos filmes que não têm esta temática, como forma de mostrar e dar a conhecer o que está a ser feito no cinema ao nível nacional e mundial. Isso vem abrir horizontes para pessoas que não estão tão habituadas a ver este tipo de cinema. Em termos de seleção, é basicamente assim: começamos pelo gosto e depois vamos destrinçar um pouco mais. Tentamos perceber quais é que são os filmes nacionais, porque também gostamos muito de dar essa prioridade aos filmes nacionais e, depois, então na busca dessa ruralidade e ver que tipo de ruralidade é que se está a falar. Hoje em dia, é possível ter inúmeras interpretações do que é ou não rural. Mesmo na cidade, naquilo que é urbano, tens ruralidade. É uma dimensão híbrida, mas nós gostamos disso mesmo, porque se vais pensar só na ruralidade e na questão do campo acabas por fechar muito o leque e perdes oportunidades que a própria ruralidade tem, mas que, à partida, não estão tão visíveis.

Grande parte das sessões do Curt’Arruda decorrem no Clube Recreativo Desportivo Arrudense

G. – E como é que foi estruturada a programação deste ano?
A. A. – Para esta edição nós já tínhamos alguns filmes que estavam selecionados da edição anterior. Como no ano passado o festival foi cancelado, devido à morte do Joel Rodrigues (um dos fundadores do Curt’Arruda), achámos que fazia sentido abrir novamente as inscrições e receber mais filmes e, por isso, este ano temos também mais sessões. Por outro lado, é uma programação curiosa, porque voltámos a receber filmes de realizadores que já tinham estado no festival. Alguns deles que até já tinham ganho o festival. É sempre bom para nós quando percebemos que os realizadores querem voltar a estar presentes com os seus novos filmes. É também uma programação que privilegia o cinema português e, sobretudo, esta questão da ruralidade, no sentido dum voltar à terra. Depois daquilo que se passou no ano passado, há na nossa equipa um querer voltar e de não deixar morrer o festival e continuar esse legado. Mas depois, quando surge esta questão da pandemia e com o facto de ficarmos também mais tempo confinados em casa, sentimos mais essa distância com o outro e cresce esta necessidade, de que é importante cada vez mais este sentido de comunhão e de união. Isso foi muito simbólico em relação ao Curt’Arruda aquando do falecimento do Joel, uma semana antes de acontecer a sexta edição, e pelo facto de nos termos juntado todos para superar esse momento e fazer a tal sessão de homenagem que decorreu no ano passado, num único dia, em que exibimos os filmes que ele tinha feito ou alguns filmes em que ele tinha entrado.

G. – Vocês têm precisamente uma seleção de filmes que estão relacionados de alguma forma com Arruda dos Vinhos.
A. A. –Sim, a seleção do Film’Arruda, como o próprio nome indica, em que o objetivo é filmar Arruda. Portanto, são só filmes de Arruda dos Vinhos ou sobre a localidade. Há duas competições: o prémio Curt’Arruda, para melhor curta-metragem rural; e o prémio Film’Arruda para melhor curta-metragem sobre Arruda dos Vinhos. Nesta última, vamos ter duas sessões, porque normalmente é uma secção onde são pessoas de Arruda que fazem filmes. No primeiro ano recebemos dois filmes e este ano temos dez filmes. Aqui vemos também um pouco a aceitação das pessoas para com o festival, porque destes dez filmes só duas pessoas é que estão a estudar na área das artes e do cinema. Todas as outras são de outras áreas completamente diferentes, mas fazem questão de o fazerem por um sentimento de amizade e de pertença à comunidade. Temos também alguns filmes de uma escola profissional de Arruda dos Vinhos. Para nós é muito importante esta ligação às escolas e dar oportunidade a estes jovens de poderem ter os filmes deles a serem exibidos em sala e de poderem subir ao palco e apresentarem-nos para um auditório. Acho que isto é importante, porque lhes incute um sentimento de responsabilidade, mas também de empoderamento, porque acabam por poder estar ali à frente a apresentar um trabalho que desenvolveram no âmbito académico e que, por breves momentos, lhes dá a palavra e o foco.

G. – O que destacarias da seleção deste ano?
A. A. –Para mim, é sempre difícil destacar alguns filmes, porque me custa deixar outrosde fora. Da competição, assinalo somente os dois filmes que estão em competição de realizadores que já estiveram no festival e que venceram. Aí temos então o filme do Pedro Peralta, Noite Perpétua, que ganhou a primeira edição do festival. E temos também o filme Elo, da Alexandra Ramires (Xá), que ganhou a quarta edição com o Água Mole, um filme feito com a Laura Gonçalves. Não quero com isto dizer que sejam os melhores filmes ou os mais interessantes. Também temos O rapaz e a coruja, do Mário Gajo de Carvalho, que foi o produtor do filme que ganhou a última edição do festival. Há aqui muitos pontos de contacto naquilo recebemos, mas também há muitas novidades, o que é uma coisa que nos deixa bastante contentes, porque percebemos que as pessoas quando nos visitam, não sentem que é só mais um festival que passou, e querem repetir a experiência. Em termos de destaques, devo dizer que fiquei bastante contente quando recebemos uma curta-metragem do Yorgos Lanthimos, que ele fez o ano passado.Não estava, de todo, à espera de receber um filme de um realizador que já tem um nome tão conceituado a nível mundial. Além desse, destacaria também o filme Raposa, da Leonor Noivo, que já foi uma das realizadoras convidadas do festival. O Ave Rara, do Vasco Saltão, também é um filme que não pode passar em branco nesta programação. Temos também um filme, que é o 1 de Novembro, que aborda a questão da pena de morte, da loucura e todas as sequelas que isso pode deixar ou não nas pessoas que estão ligadas, de certa maneira, à pessoa que é condenada e que é um filme de escola.

G. – Vão também ter um ciclo da Casota Colletive.
A. A. –Sim, nós todos os anos fazemos um ciclo com um realizador convidado.No primeiro ano foi Lauro António, porque quando fomos ao antigo cinema encontrámos três latas de película em 16 milímetros e ao abrirmos percebemos que era o Manhã Submersa. Levamos as latas ao ANIM, o Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, e ficaram lá para o arquivo em reserva. Logo aí decidimos que ele teria de ser o padrinho do festival, o que acabou por acontecer na 1.ª edição.

G. – Então mas este ano não tem um realizador.
A. A. –Sim, temos a Casota Colletive, que é uma produtora, onde acabamos por trazer uma mostra mais centrada no videoclipe. Pareceu-nos importante debruçarmo-nos sobre esta linguagem do teledisco e na forma como se insere no cinema. E porque admiramos muito o trabalho deles, até porque os FirstBreathAfter Coma (que alguns dos membros fazem parte da Casota Colletive) foram a primeira banda a tocar no Curt’Arruda, em 2014. Vamos por isso exibir, ao longo dos dias, videoclipes que eles foram fazendo para algumas bandas, nomeadamente para os Whales, para a Surma, para a Selma Uamusse, entre outros. Vamos também exibir A Palavra Liberta que é um mini documentário que eles fizeram no Estabelecimento Prisional de Leiria com os reclusos.

G. – Já mencionaste esse facto há pouco, mas queria perguntar-te que tipo de impacto é que a pandemia teve na organização deste Curt’Arruda?
A. A. –Mais consciente ou inconscientemente acabamos por ser afetados por isso. Para nós, nunca esteve em causa a concretização do festival. Sempre trabalhámos no sentido de queiríamos realizar o festival e estávamos muito esperançosos de que as coisas pudessem acalmar sabendo que, mais cedo ou mais tarde, as pessoas iriam ter de sair do confinamento e iriam querer assistir a filmes. Houve também muitas pessoas a criarem durante este período e acredito que estes acontecimentos acabam por motivar novos pensamentos e levantar novas questões. Agora a incerteza continua, mas estamos a fazer um trabalho junto da Proteção Civil e junto da Câmara Municipal para garantir todas as medidas de segurança em primeiro lugar, porque não queremos de todo que o Curt’Arruda seja um fator que aumente o risco de contágio. Por isso, vamos respeitar o distanciamento físico em termos de lugares. Vai também ser reduzido o número de espectadores e o uso de máscara será obrigatório sempre que se entra numa sessão. Não queremos nunca que uma pessoa que vá ao festival se sinta insegura. Todos juntos vamos tentar que as pessoas se sintam o mais confortável possível dentro do festival e que este contribua para nos questionarmos sobre aquilo que estamos a viver e até que ponto é que os filmes que estamos a exibir podem, ou não, contribuir para este pensamento. É verdade que nós, quando tínhamos as inscrições abertas, recebemos alguns filmes sobre a pandemia, mas achámos que ainda não eram suficientemente maduros para a temática e para aquilo que se estava realmente a passar.

G. – Mas sentes que, no futuro, poderá ter impacto na temática de certos filmes?
A. A. –Acho que sim. Acredito que há filmes que vão abordar esta questão de uma forma mais profunda, trabalhada e pensada. Isso sucede com acontecimentos que temos no dia a dia e que servem de mote para concretização de filmes. Estamos, de facto, a sentir na pele este efeito da globalização. Até então, nunca tínhamos sentido algo assim e acho que os filmes nos podem ajudar a compreender melhor este contexto.

G. – O Curt’Arruda arranca com um cine-concerto que é um formato que tem vindo a ser recuperado.
A. A. –Há vários formatos que estão a ser recuperados e ainda bem, mas relativamente aos cine-concertos, ainda bem que os há, porque permitem novas abordagens e novas experiências com o som, por exemplo. Nós queríamos ter feito um em julho, que acabou por ser adiado, mas agora temos este com os Músicos do Silêncio, que vão musicar o filme Luzes da Cidade, do Charlie Chaplin, com a banda sonora adaptada para trompete, saxofone, violino e piano. Vai ser uma estreia do Curt’Arruda e estamos muito expectantes de como é que vai ocorrer essa sessão, que terá lugar uma semana antes do festival, no dia 10 de outubro.

G. – É importante para vocês terem essa ligação também com a música?
A. A. –Nós sempre tivemos concertos no festival e sempre tentámos ter bandas, cuja sonoridade remetesse para o imagético cinematográfico e quisemos sempre dar prioridade a bandas emergentes.

G. – Irão ter ainda uma exposição?
A. A. –Sim, as exposições começaram na 5.ª edição. Este ano vamos fazer uma exposição de fotografia com a Joana Ramos, que é uma jovem artista de Arruda dos Vinhos. Existe a ligação do festival à terra, como também aos seus próprios artistas. O universo das várias disciplinas artísticas está muito enraizado no Curt’Arruda e, como tal, queremos ter uma programação que ultrapassa a lógica do festival de cinema.

G. – Há pouco falaste de sangue novo, referindo-te a uma nova geração de realizadores. Nesse âmbito, sentes que há uma maior abertura e predisposição para se pensar no rural no cinema?
A. A. –Creio que sim, porque se nós como indivíduos sentimos muito esta questão da natureza e do voltar à terra, vamos ter de transmitir isso também de alguma maneira naquilo que fazemos. Há uma produtora, da qual nós temos exibido alguns filmes, que é a Terra Treme e que, pessoalmente, associo muito a esta forma mais rural de fazer filmes, e que não entram no tal sistema em que tens um cânone já pré-estabelecido, onde há um guião, um realizador, um produtor, e em que tudo segue uma certa linha de feitura, dando lugar a uma coisa muito mais livre. Por outro lado,acho que apesar de ser mais fácil filmar, sinto que as pessoas começam a ficar mais cansadas das imagens,o que pode provocar um ligeiro afastamento e, se calhar, precisamos mesmo é de ver filmes também eles mais lentos. Daí também o surgir de um slow cinema, com um Béla Tarr ou um Pedro Costa.Todo esse cinema que acaba por estar na boca do mundo e que se tem destacado nos últimos tempos.

G. – Sendo que em Portugal há uma ligação grande com realizadores que podíamos considerar ao falarmos de ruralidade, como o António Campos ou o António Reis e a Margarida Cordeiro.
A. A. –Sim, sem dúvida. E acho que é aí que nós também temos de ir beber. Acho que foi também aí que o Pedro Costa, por exemplo, foi beber e tem-se destacado de uma forma brutal. E nós só podemos estar orgulhosos de todo o percurso que ele tem feito, por ter colocadoo país onde o colocou em termos de cinema. Também há muita ruralidade no cinema do Pedro Costa, sobretudo a partir do momento em que deixa o dispositivo pesado para passar a usar uma câmara digital mais pequena, como fez No Quarto da Vanda. Acho que nós, cada vez mais, vamos ter essa vontade de quebrar um bocado com este excesso das imagens, sendo importante pararmos para refletir. Acho que esta pandemia trouxe um pouco esse olhar.

A equipa do Curt’Arruda

G. – Quais são os desafios de futuro para um festival como o Curt’Arruda?
A. A. – Andamos a pensar em formar uma associação e, posteriormente, um cineclube, que nos permitiriam ter mais programação mais extensa ao longo do ano, com a organização de debates, que já tivemos numa edição do Curt’Arruda. Mas em primeiro lugar é sempre trabalhar para as pessoas da terra porque é para elas que nós fazemos também o festival e tentar também chegar ao máximo de pessoas de outros pontos do país. Nós fazemos este festival por amor à camisola, por amor à terra, por amor ao cinema. Passamos filmes que não são tão comuns neste tipo de localidades,mas porque apostamos em algo em que acreditamos. Se tu não acreditares, as pessoas vão perceber que há ali qualquer coisa que falta. Desde a primeira edição que nós sempre tentamos ser fiéis àquilo em acreditamos e, se o festival cresceu, foi também devido a esse acreditar, por mais ou menos espectadores que possamos ter devido as escolhas que fazemos de programação. É fundamental para o futuro que façamos coisas em que se acreditam, porque se não acreditares, não vale a pena.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografias da cortesia do Curt’Arruda – Festival de Cinema de Arruda dos Vinhos

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