Tecnologia, quero falar de tecnologia, esse mundo mágico que nos surpreende a cada dia que passa.
É assustadora a evolução que temos tido e mais assustador é aonde podemos chegar, os avanços acontecem a cada dia.

Da Inteligência Artificial aos telemóveis, passando por tudo o que é gadgets, o hardware é cada vez mais cuidado e, muitas vezes, temos a sensação de que estamos perante algo que veio do futuro. Numa loja podemos ter um telemóvel topo de gama que saiu hoje e, ao lado, um outro topo de gama que saiu a semana passada, e o mais recente por ser o fresh, acabadinho de sair, já tem centenas de pontos a mais.
De tudo o que é criado e vejo surgir, o que gostaria mesmo de ver seria uma máquina do tempo, que nos levasse até aos anos 90, onde a tecnologia parecia muito avançada, mas que não estava nem perto do que se veio a tornar.
O que gostaria de fazer?! Levar um smartphone, uns óculos de realidade virtual e o melhor portátil do momento.
Seria engraçado ver o pessoal do passado a trabalhar com esta tecnologia, mas também é muito engraçado ver os jovens de hoje em dia a mexer e tentar pôr a funcionar coisas do passado. Há tempos, certo dia, no meu escritório, enquanto tinha uma reunião com jovens com menos de 20 anos, lembrei-me que tinha um walkman — “Bora lá, pessoal, ofereço 20€ a quem conseguir inserir esta coisa, que se chama cassete, dentro disto que se chama walkman”. As primeiras perguntas que tive foram: “ Para que serve isto?”; “Isto é um discman, certo?” E o que aconteceu?! Tive miúdos a tentar inserir a cassete pelo o local das pilhas ou a carregar no play e aguardar por alguma abertura mágica.
Ter crescido nos 90 e podendo viver esta altura que estamos a viver, dá toda uma nova visão a este assunto, passar de um game boy para jogar no telemóvel, deixar a máquina fotográfica em casa, e saber que podemos tirar fotografias de grande qualidade em qualquer momento, ter milhões de músicas no nosso bolso foi algo que, sinceramente, nunca pensámos ver acontecer.
Vimos a cassete morrer, os discmans, os vídeos gravadores, o tão menosprezado mini-disc, as TV são maiores e mais finas com Internet, os filmes agora vêm em modo vídeo clube virtual, sem ter a preocupação de limpar tudo e deixar limpinho para entregar no dia a seguir, tanta coisa que podia estar aqui a dizer com a qual os jovens de hoje não se iam identificar.
O YouTube é um grande amigo destas lembranças, a forma como as coisas eram estão todas documentadas e temos horas e horas de conteúdo, um género de viagem ao passado e muitas coisas vão tocar-nos de forma especial pelas lembranças que trazem. Não me quero alongar, deixo aqui algumas coisas antigas que ficaram lá atrás e seria bom vermos no YouTube.

Family Game, Game Boy, Master System, Commodore Amiga, 128k, Kodak, Master System, Teletexto, Grunding, Internet Adsl, Mirc, Myspace , Messenger , Nokia 3310 , Motorola V. , Walkman , Mini-Disc, rolos de fotografia.

Muitas foram as coisas que deixámos lá para atrás e muitas são as que ainda vamos poder ver e experimentar. Quando penso na morte, penso em tudo o que deixamos aqui, mas algo que penso mesmo muito é o que vou perder de avanço tecnológico. Neste momento, temos carros que andam sozinhos, temos a inteligência artificial num avanço radical que mete medo, ouvimos coisas como — se dermos poder às máquinas, basta um erro e o mundo acaba. Fui pesquisar e li o seguinte exemplo: “basta um robot, numa grande fábrica de paletes, assumir o comando (um erro) para a criação de bilhões e bilhões de paletes que em 24 horas o mundo ficaria cheio de paletes e sem humanos”. Woooow isto é grave, mas por outro lado vemos a importância que tem tido na área da medicina.

Todos sabemos o que foi o passado, sabemos o que é o presente, mas o que será em 2070? A meu ver, acredito que os smartphones vão desaparecer, e vamos ter tudo na cabeça, algo tipo telepatia, as viagens serão a uma maior velocidade ou o teletransporte já será possível, os vídeojogos vão ser autênticos filmes de Hollywood.
Será tudo bom, mas, por outro lado, esta ideia de máquinas substituírem os humanos assusta, se as máquinas vão fazer o nosso trabalho, para onde vamos, o que vamos fazer e como irá avançar a economia. É assustador, eu sei, mas ao mesmo tempo emocionante pensar aonde podemos chegar.
Há quem defenda que, num futuro muito breve, os humanos irão conviver lado a lado com as máquinas, assustador, mas desde que seja em paz e igualdade será engraçado.
Espero que daqui a uns 50 anos eu possa ler este post no meu IPHONE 60 S PLUS MAX.

-Sobre Nuno Varela-

Nuno Varela, 36 anos, casado, pai de 2 filhos, criou em 2006 a Hip Hop Sou Eu, que é uma das mais antigas e maiores plataformas de divulgação de Hip Hop em Portugal. Da Hip Hop Sou Eu, nasceram projetos como a Liga Knockout, uma das primeiras ligas de batalhas escritas da lusofonia, a We Deep agência de artistas e criação musical e a Associação GURU que está envolvida em vários projetos sociais no desenvolvimento de skills e competências em jovens de zonas carenciadas.Varela é um jovem empreendedor e autodidata, amante da tecnologia e sempre pronto para causas sociais. Destaca sempre 3 ou 4 projetos, mas está envolvido em mais de 10.

Texto de Nuno Varela
Fotografia de Lucas Coelho
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