A partir de dia 24 de Abril, Antígona, de Sófocles, com encenação de Mónica Garnel, estreou em Setembro de 2019 e estará na Sala Online do Teatro Nacional D. Maria II.

Da união amaldiçoada entre Édipo e Jeocasta, nasce Polinices, Etéocles, Ismena e Antígona. Depois da partida de Édipo, ao saber que se envolveu e formou família com a sua própria mãe, e da morte desta, Creonte torna-se rei. A cidade entra em guerra, onde os irmãos de Antígona se tornam inimigos, acabando por morrer neste contexto. Etéocles, que lutou ao lado de Creonte, tem direito às cerimónias fúnebres, enquanto Polinices, que lutou contra o rei, não o tem. Sem sepultura, a alma fica condenada, impossibilitada de passar para o mundo dos mortos.

Antígona levanta-se contra o poder político e religioso. A voz de uma mulher abre uma fissura na cidade, procurando uma justiça acima da lei, a do amor. Desobedece e presta culto ao irmão. Porém, é apanhada e emparedada numa gruta, condenada à morte lenta. A actriz e encenadora assume a contemporaneidade da obra, que se estende para além do rock and roll. Apresenta-se como “possibilidade de interrogar o carácter humano, a âncora e âmago deste espetáculo, suportado no trabalho dos atores, aos quais se coloca o desafio de retratarem e atualizaram estas personagens arquetípicas, explorando as suas contradições, dúvidas e ímpetos, num conflito que nos atira para uma escuridão que, por fim, nos poderá, talvez, iluminar,” lê-se na sinopse.

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Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Fotografia de Filipe Ferreira