O Arte Institute, pela mão da sua diretora, Ana Miranda, lançou, recentemente, o projeto RHI Stage, com a abertura de inscrições de profissionais das artes, que permite o pagamento a artistas e a disponibilização de espetáculos online.

“O objetivo é reunir na plataforma online RHI, artistas de todo o mundo, convidando-os a partilhar o seu trabalho” com a comunidade global, neste “período desafiante que vivemos”, mas também de dar “oportunidade ao público de poder pagar aos artistas pelo seu trabalho”, lê-se no comunicado divulgado pela organização.

Para dar forma ao RHI Stage, no contexto do apoio às artes, na sequência da atual paralisação do setor, o Arte Institute e a iniciativa RHI – Revolution_Hope_Imagination, que surgiu em setembro do ano passado, disponibilizam a aplicação online RHI Think, através da qual podem ser vistos os trabalhos dos artistas, e abrem em simultâneo as inscrições a profissionais das artes e da cultura, que queiram divulgar, através dela, o seu trabalho.

“Os espectáculos são grátis, no entanto o trabalho dos artistas não deve ser! O valor recebido por cada espectáculo será entregue aos artistas na totalidade”, garante o Arte Institute.

Através da RHI Think pode ser pago “o valor que [o espectador] achar justo por estes espetáculos”. O público pode também acompanhar a programação prevista, a disponibilização de vídeos e valorizar o trabalho dos artistas. Cada espetáculo terá uma duração de 20-30 minutos e permanecerá disponível na plataforma e no marketplace RHI-Think.com. Os artistas podem inscrever-se aqui.

De acordo com o Arte Institute são aceites trabalhos artísticos de qualquer área cultural, seja música, dança, literatura, teatro, artes plásticas ou outra expressão.

Um dos objetivos desta “missão” do Arte Institute é “precisamente a `reeducação` dos públicos” e “incentivar as audiências a pagar, no valor que entenderem, os espetáculos disponibilizados gratuitamente durante todo o evento, promovendo os artistas e valorizando de forma efetiva o seu trabalho”.

Ana Miranda “acredita que, com a atual crise da covid-19, o valor das artes e dos artistas ficou bem claro”, sendo que esta iniciativa pretende funcionar como um meio “fácil, rápido e seguro”, que permita ao “público fazer a sua parte”: “pagar o valor que entender, pelo que recebeu do trabalho do artista”.

A primeira edição da iniciativa foi promovida pelo Arte Institute, em setembro do ano passado, em 12 cidades portuguesas, com o objetivo de aproximar arte, negócios, cultura e turismo, estabelecendo uma rede de artistas, empresários e programadores.

Na altura, o Arte Institute criou uma parceria com a tecnológica Polarising, para o desenvolvimento de “uma aplicação que contribuísse para a missão”, e permitisse recompensar os artistas, durante o evento. É essa aplicação que é agora reativada.

O Arte Institute tem previsto, para setembro deste ano, uma segunda edição da iniciativa RHI, em Portugal.

O Arte Institute, fundado em abril de 2011, é uma organização independente e sem fins lucrativos, com sede em Nova Iorque, que “dinamiza a produção e difusão de artistas e projetos de arte contemporânea portuguesa, através de eventos que produz em todos os continentes”.

Desde a criação, o Arte Institute soma a promoção de “mais de 800 artistas e esteve presente em 36 países e 85 cidades”, realizando todos os anos, em Nova Iorque, iniciativas como Portugal in Soho, mostra de cultura portuguesa, e um festival de curtas-metragens do cinema português, que também estendeu a outras cidades do mundo.

Texto de Lusa e Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia de Clark Young via Unsplash

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