A primeira edição da Serpins Magazine, semestral e em papel, chega em janeiro e pretende assinalar os 11 anos do trabalho da associação A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP) e provar que a vila de Serpins "não é no fim do mundo".

Inicialmente criado em Lisboa foi em 2020 que o projeto se transferiu para Serpins, uma pequena vila no concelho da Lousã, na região centro do país. A revista, com cerca de 80 páginas, pretende documentar algumas das práticas da associação, no trabalho de registo da memória dos portugueses, seguindo os caminhos da tradição oral, seja uma música, uma dança ou uma história de vida.

Em entrevista à agência Lusa o realizador Tiago Pereira, diretor artístico, admite que a revista é criada com a premissa de que Serpins é "uma janela aberta para o mundo". “Eu vivo aqui em Serpins há dois anos, mas vivo num tempo atípico [por causa da pandemia], não conheço muita gente. Do que vou percebendo, as pessoas dizem que Serpins é no fim do mundo e aquilo incomodou-me”, relatou.

O Centro Interpretativo da MPAGDP ficará localizado numa antiga adega, nas margens do rio Ceira, e cujas obras aguardam ainda licença camarária. A ideia é que o centro interpretativo abra até ao primeiro trimestre de 2023.

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria é uma associação sem fins lucrativos, criada em 2011, que soma já cerca de 6.000 vídeos publicados num portal na Internet, protagonizados com dezenas de pessoas, músicos profissionais, amadores, cidadãos anónimos que partilham saberes.

Texto de Lusa e Isabel Marques
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