A associação Saber Fazer, para a defesa das práticas artesanais nacionais, entrou em vigor esta terça-feira. O objetivo passa por qualificar o setor e os artesãos, através da passagem do conhecimento para novas gerações e da promoção do turismo cultural nesta área, de forma sustentável.

O programa “Saber-Fazer”, para os anos 2021-2024, assenta em três principais eixos: transversalidade, territorialidade e tecnologia. A associação tem ainda por missão identificar as necessidades de educação e formação profissional nesta área, estimular o trabalho em rede, nomeadamente entre artesãos, mas também entre empresas e outros profissionais de diferentes áreas artísticas, bem como criar experiências turísticas e roteiros temáticos. Além disso, o desenvolvimento deste setor pretende-se assumir como um incentivo à fixação no território, viabilizando modelos sustentáveis de geração de rendimento, especialmente importante no interior do país.

Os associados públicos fundadores da Associação Saber Fazer são o Estado, através do pelouro da Cultura, o Instituto do Turismo de Portugal, a Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), a Agência Portuguesa do Ambiente, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, podendo ainda ser admitidos como associados quaisquer outras pessoas coletivas com atividade relevante no âmbito da promoção das artes e ofícios.

Cada associado fundador concorre para o património social da Associação com uma quota anual de 20 mil euros, sendo a quota anual do Estado, enquanto associado fundador, suportada pela Direção-Geral das Artes.

Texto de Lusa
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