De 3 a 13 de Setembro, Aurora Negra, uma peça com criação e direcção artística de Cleo Tavares, Isabél Zuaa, Nádia Yracemaprojeto, também suas intérpretes, e vencedora 2ª edição Bolsa Amélia Rey Colaço, estará em cena no Teatro Nacional D. Maria II.

Aurora Negra “nasce da constatação da invisibilidade a que os corpos negros estão sujeitos nas artes performativas. A estes corpos é negado constantemente o acesso à construção das suas narrativas, quer seja pela sua ausência nas criações da maioria vigente, ou pela sua presença que quando existente é muitas vezes justificada e remetida a estereótipos e preconceitos.” Trata-se, assim, de um projecto que, também, pretende ser político e que deseja dilatar os palcos.

Aqui o lugar de fala é resgatado e é um canto de uma mulher negra. “Fala crioulo. Fala tchokwe. Fala português. Em cena três corpos, três mulheres na condição de estrangeiras onde são faladas essas três línguas. Em cada mulher uma essência, personalidade e trajetória que se cruzam com a certeza de que nada voltará a ser igual. Nesta Aurora Negra, buscam as raízes mais profundas e originais dessas culturas celebrando o seu legado e projetando um caminho onde se afirmam como protagonistas das suas histórias”, lê-se na sinopse.

Aurora Negra ilumina a ausência de representatividade da diversidade na cultura, em Portugal.

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Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Fotografia disponível na página de Facebook do TNDMII