“Alojamento Artístico Local” é o nome da residência artística que o artista multidisciplinar Pedro Coquenão, mais conhecido por Batida, apresenta em fevereiro na Casa Independente, em Lisboa. Entre os dias 4 e 29 de fevereiro as áreas em que tem trabalhado – música, rádio, dança e artes visuais – vão co-habitar entre si nos formatos mais inesperados. 

De acordo com o comunicado de imprensa, “o objetivo principal é o de quebrar barreiras e baralhar a distinção entre espaço formal e informal”. Para o conseguir estão preparadas a exposição “Neon Colonialismo”, com peças suas e de outros autores, a “Rádio Normal”, que pode ser ouvida através do 88.4FM, assistir ao desenvolvimento e apresentação do musical “IKOQWE” ou simplesmente dançar. 

Pedro Coquenão nasceu em Huambo, em Angola, em 1974, mas cresceu nos subúrbios de Lisboa, onde viu o estalar da era pós-colonial. Inspirou-se nas compilações pirata que circulam nas ruas de Luanda para escolher o nome Batida, com que assina tudo o que faz. Foi o primeiro português e angolano a protagonizar uma sessão do Boiler Room, aclamada festa de música eletrónica. 

A relação de Batida com as suas origens é uma constante no seu trabalho e vai-se refletindo tanto nas sonoridades que opta por explorar, bem como nos temas que aborda em obras como o documentário “É dreda ser Angolano”, uma espécie de tributo ao grupo de hip hop angolano Conjunto Ngonguenha, lançado em 2010. 

O documentário foi transmitido pelo Canal 180 em 2013 

Podes acompanhar o trabalho mais recente de Batida, aqui

Texto de Carolina Franco
Fotografia de ©Ana Brígida disponível via Facebook

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