Em declarações ao Expresso, a diretora da instituição, Maria Inês Cordeiro, disse que a maior biblioteca do país volta “à normalidade possível”, sem eventos, com lotação reduzida e uso obrigatório de máscara.

Lê-se no documento oficial de reabertura da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) que, na sequência das mais recentes orientações da Direção Geral de Saúde, estão a ser adotadas medidas para reforçar a proteção de todos – leitores, visitantes e trabalhadores – face à COVID-19.

No acesso ao edifício da BNP, é agora obrigatória a higienização das mãos e o uso obrigatório de máscara. Também é recomendado a leitores e leitoras o uso de luvas descartáveis no manuseamento das obras dadas à leitura e das obras de referência em livre acesso, com luvas fornecidas gratuitamente em todas as salas.

A lotação das salas está reduzida. A Sala de Leitura Geral tem a lotação máxima de 96 lugares (antes 240) e não é autorizada a entrada de livros privados para fins de estudo. A Sala de Reproduções vê suspenso o uso das máquinas de fotocópia em autosserviço: as reproduções são solicitadas a um/a funcionário/a, com entrada limitada a um/a leitor/a de cada vez. A Sala de Leitura de Microfilmes fica com a lotação máxima de 4 lugares e a Sala de Leitura de Reservados com 9 lugares (antes 36). Quanto aos Gabinetes de Investigação, há um gabinete que permite a presença de dois investigadores/as, todos os restantes admitem apenas um/a investigador/a.

É esperada uma biblioteca menos movimentada do que o habitual pelas restrições no número de pessoas em cada espaço, mas também pela suspensão dos eventos culturais que a instituição acolhia. Os concertos, lançamentos, congressos, visitas guiadas ou de estudo estão adiados para uma fase posterior, num edifício que recebia 90 eventos por ano e onde circulavam, por dia, cerca de 600 pessoas.

Para quem mantiver o uso online, encontra no site da BNP a Biblioteca Nacional Digital, a Livraria Online, o acesso a 150.000 recursos digitais de bibliotecas portuguesas ou o Catálogo Coletivo das Bibliotecas Portuguesas.

Texto de Rita Dias
Fotografia retirada do Canva

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