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“Biografia de uma espécie” reflete sobre as formas de amar condicionadas por medos inconscientes

A peça de teatro “Biografia de uma espécie”, com encenação de Carolina Pequito, é um espetáculo teatral que analisa a forma como a mente humana pode influenciar as nossas escolhas do dia-a-dia.

Fotografia de Hulki Okan Tabak via Unsplash

A jovem poetisa Carolina Pequito baseou-se nas obras literárias Cyrano D’ Bergerac, de Edmond Rostand, e Le Navire Night de Marguerite Duras para escrever a sua nova peça teatral: “Biografia de uma espécie”, agora em exibição na Fábrica Braço de Prata.

Tal como se pode ler no seu dossiê de apresentação, esta peça de teatro “reflete sobre as formas de amar condicionadas por medos inconscientes”, reunindo personagens semelhantes às das obras de Rostand e Duras, ou seja, que “amam de maneira insólita, por consequência da parte interior inacessível ao seu comando”.

Este espetáculo apresenta momentos teatrais e performances que decorrem numa galeria de arte e onde se analisa a relação entre a parte consciente e inconsciente da mente humana. Cyra é a personagem principal e, tal como Cyrano D’ Bergerac, não assume a autoria das suas obras artísticas e não se permite ser amada, com medo da desaprovação social.

Com este texto, Carolina Pequito apresenta uma peça que mostra que todas as pessoas partilham “uma memória coletiva no que toca aos medos e às consequências que surgem dos mesmos”. Contudo, Cyra irá percorrer o seu próprio caminho e lutar para atingir a aceitação pessoal. “Biografia de uma espécie” representa assim, através de um exemplo individual, uma realidade comum que abrange a vivência de várias pessoas.

Para além das obras de Edmund Rostand e Marguerite Dutas, Carolina Pequito inspirou-se também em algumas filosofias para a elaboração desta peça de teatro. Henri Bergson, uma das suas escolhas, defendeu que “o cérebro humano é uma espécie de central telefónica: o seu papel é efetuar a comunicação, ou fazê-la esperar”. Desta forma, “quando se dá a comunicação entre o mundo exterior e o interior, são acionados medos dentro da psique, sem emissor aparente ao entendimento”. Já Carl Gustav Jung, outro filósofo que serviu de inspiração para a poetisa, acreditava que “o medo permanece e permanecerá até ser resolvido no presente. O foco principal é descobrir onde habita e se desenvolve o medo”.

Carolina Pequito formou o Núcleo C, em 2022, juntamente com Cláudia Cortinhas, Nadezhda Bocharova e Carlos Vinícius. Este é um grupo de teatro emergente, “com foco no mundo psicológico e ético-social do ser humano, e que tenta sempre recorrer a influências literárias e plásticas”.

“Biografia de uma espécie” já foi exibida duas vezes, na Fábrica Braço de Prata, e terá mais uma sessão no dia 26 deste mês. Os bilhetes podem ser adquiridos à entrada do espaço, no dia da apresentação.

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