As cidades de Lisboa, Porto e Braga recebem a partir desta sexta-feira, dia 15 de março, a 2ª edição da BoCA – Biennial of Contemporary Arts. A bienal decorre até ao próximo dia 30 de abril e apresenta 22 estreias mundiais e 15 estreias nacionais de obras que apresentam escalas e formatos diversos.

No dia em que arranca, o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, acolhe duas instalações artísticas: “The Only Possible City”, de Meg Stuart, que abrirá especial e temporariamente a Capela das Albertas, dentro do próprio museu, para mostrar uma vídeo-instalação onde o olhar da artista nos confronta; e “Alignigung 2”, de William Forsythe, que mistura coreografia, escultura e vídeo de forma a criar “puzzles ópticos”, nas palavras do coreógrafo. Esta última estará também presente no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, e no Museu Dom Diogo de Sousa, em Braga, em permanência até ao final da BoCA.

Ainda em Lisboa, inaugura a instalação “Identidade Nacional” de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, no Museu da Água/Reservatório da Patriarcal que, como situada num local historicamente relevante para as comunidades LGBT como é o Príncipe Real, irá reflectir sobre questões como a identidade (de género, nacional, entre outras), através de fotografias, filmes e adereços que os artistas recuperaram de obras suas anteriores. Já o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado recebe a video-instalação “Temple Time” de Ryan Trecartin onde permanecerá até ao final da bienal.

Não muito depois, ilumina-se aquele que será o ponto de encontro central desta 2ª edição, as Carpintarias de São Lázaro, com o dj set de Black, às 19h. Este será o momento que inaugura o local que será também a casa permanente da vídeo-instalação de Marina Abramovic, “Spirit House”. Esta obra é constituída por um conjunto de cinco vídeos que dialogam entre si, nos quais vemos a artista a interpretar diferentes performances criadas para a câmera, e estará presente de 15 de março a 30 de abril. A festa nas Carpintarias é aberta a todos e cristaliza-se ainda com o dj set de Nídia, a começar às 23h. A entrada custa 5€.

No Porto, no sábado, dia 16 de março, destaca-se a performance de spoken word “Gestuário II” que as INMUNE levam ao espaço Maus Hábitos, sobre os valores que defendem: feminismo interseccional e anti-rascista. O evento repete-se a 22 de março, em Lisboa, nas Carpintarias de São Lázaro.

Por sua vez, o Museu da Imagem em Braga, inaugura também a 16 de março, a exposição “Flora” de André Romão, artista que leva a cabo um trabalho poético, filosófico e desenvolvido em diversas plataformas.

A cidade do Minho recebe ainda a inauguração da performance de Volmir Cordeiro, “Rua” (a acontecer também em Lisboa, no dia seguinte) no Museu D. Diogo de Sousa onde também se poderá ver “Alignigung 2” de Forsythe. Na Fonte do Ídolo, a vídeo-instalação “O Peixe” de Jonathas de Andrade (que estará também na Cisterna da Faculdade de Belas Artes de Lisboa).

À parte destas actividades, a BoCA garante uma primeira semana bem preenchida: concerto “Duploc Barulin” de Tânia Carvalho, assim como a performance “If You Want to Continue” do colectivo Vasya Run nas cidades de Lisboa e Porto, entre outros eventos.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Ilustrações de Afonso Martins
O Gerador é media partner da BoCA

Se queres ler mais notícias sobre a cultura em Portugal, clica aqui.