A convite e em coprodução com o Teatro Municipal de Bragança,  a partir da segunda quinzena de novembro, a Companhia de Dança de Almada estará em residência artística na cidade transmontana, para ultimar a criação do novo espetáculo do seu reportório, Inverno.

Baseado nos rituais das festas de inverno do Nordeste Transmontano, este espetáculo terá estreia nacional no âmbito da Bienal da Máscara – MASCARARTE 2019, no próprio Teatro Municipal de Bragança.

A coreografia é de Bruno Duarte que viu, na sua criação, uma “oportunidade para explorar cenicamente o cruzamento da sacralidade ritual das celebrações ancestrais, com uma linguagem de dança contemporânea”, explica a companhia em comunicado de imprensa.

Em cocriação com os bailarinos da Companhia de Dança de Almada, o autor revela que Inverno está situado entre o sagrado e o pagão, o ancestral e o contemporâneo, o humano e o sobrenatural. “Procura transmitir a magia que se vive por aqueles lugares na altura do solstício de inverno, retratando o pulsar da terra, a emancipação dos jovens, as arruadas, a postura de transgressão – mas tão regrada por práticas fixas – e o forte misticismo cultural”, acrescentam.

Além da estreia, agendada para o dia 28 de novembro, às 21h, no dia seguinte haverá uma apresentação de entrada livre para escolas do 1º e 2º ciclo. Para o grande público, o espetáculo repete-se sábado, dia 30 de novembro, às 15h.

A Companhia de Dança de Almada desenvolve a sua atividade essencialmente nas vertentes da criação artística e formação em dança. Iniciou atividade como companhia profissional de dança contemporânea em 1990. Desde então, produziu mais de uma centena de peças de coreógrafos nacionais e estrangeiros, e realizou mais de mil espetáculos, que foram vistos no país e no estrangeiro, nomeadamente na Europa (Espanha, França, Suíça, Itália, Grécia, Croácia, Polónia, República Checa), África (Cabo Verde), América (Brasil) e Ásia (China).

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia de Ester Gonçalves

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