O Museu Ferroviário de Bragança reabriu na antiga estação do centro da cidade como um espaço de memória nacional, quase 30 anos depois de a região ter perdido o comboio. O espaço museológico já existiu precisamente no mesmo lugar e encontrava-se encerrado há 17 anos. 

De acordo com uma notícia do Jornal Nordeste do dia 11 de setembro de 2007, “o museu ferroviário ainda funcionou com um funcionário da CP, mas acabou por encerrar devido à falta de pessoal”. Na mesma notícia podia ler-se que a reabertura do museu não tinha ainda data marcada e que o  então presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, já tinha pedido à Fundação “para acelerar o processo, dada a importância do museu para a cidade”. 

A reabilitação do espaço resulta de um investimento superior a 923 mil euros da Câmara Municipal de Bragança. O projeto estava a ser preparado há três anos com o apoio da Fundação Museu Nacional Ferroviário no que concerne à museologia e museografia do espaço, inventariação e restauro da coleção a integrar a exposição permanente, bem como a produção de conteúdos. 

O espaço inicial foi criado para memória da Linha do Tua, que deixou de servir a população de Bragança desde 1992, tendo entretanto a antiga estação ferroviária sido transformada numa estação rodoviária. Mais de duas centenas de peças que vão integrar a coleção permanente fizeram parte do quotidiano de ferroviários e passageiros da Linha do Tua, e foram restauradas peça fundação com o apoio do Município de Bragança. 

Todas as componentes do projeto foram executadas em articulação com a equipa técnica do município, segundo declarações que os responsáveis prestaram à Lusa. Além do apoio municipal, a montagem do novo museu contou também com a participação da Infra-estruturas de Portugal, CP — Comboios de Portugal, da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro, bem como de elementos da academia. 

A inauguração deste espaço, em Bragança, sublinha “a dimensão territorial e a relevância nacional do Museu Nacional Ferroviário, sendo o único museu português que se estende de Bragança a Lagos”.

Os horários do Museu Ferroviário de Bragança já se encontram disponíveis aqui

Texto de Lusa e Carolina Franco
Fotografia de Ashik Salim disponível via Unsplash

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