O 27º Curtas Vila do Conde, que decorre entre 6 e 14 de junho, dá destaque a Carlos Conceição como realizador em foco. Serpentário, a sua primeira longa metragem que estreou este ano em Berlim, chega pela primeira vez às salas portuguesas através do festival.  

O autor de curtas como Versailles e Coelho Mau, esta última estreada na semana da crítica de Cannes, estará em retrospetiva no Curtas Vila do Conde. O Inferno, “um olhar para o interior de uma casa contemporânea que testa, de forma desempoeirada, os limites da percepção e da capacidade de choque do espectador” — como descreve o comunicado de imprensa — será uma das curtas a integrar a retrospetiva. 

Serpentário estreia em Portugal no Curtas Vila do Conde

A programação deste foco encerra com uma carta branca, na qual Carlos Conceição poderá escolher filmes que dialogam com o seu percurso e a sua obra. La Sequenza Dei Fiore di Carta de Pasolini, Thorvaldsen de Carl Dreyer, Le Musée de Walerian Borowczyk são algumas das suas escolhas. 

O realizador vai marcar presença no festival não só para apresentar os seus filmes, mas também para participar numa conversa com João Rui Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues. Junta-se a Todd Solondz, o realizador americano que também estará em foco nesta edição.

Carlos Conceição nasceu e viveu em Angola até aos 21 anos. É no Lubango que a mãe continua a residir e para onde ele viaja, pelo menos, uma vez por ano. Tem uma relação “muito íntima e direta” com o país, disse à Lusa em tempos numa entrevista. Carlos Conceição está a finalizar a longa-metragem Adeus King Kong, novamente com o ator João Arrais, protagonista de Serpentário.

O festival vilacondense foi criado em 1993 e tem sido uma referência entre os demais festivais de curtas-metragens em Portugal e no estrangeiro. Podes saber mais sobre o Curtas de Vila do Conde e mergulhar na programação de 1993 até 2018, aqui

Texto de Carolina Franco e Lusa
Still de Serpentário disponível na página Agência – Portuguese Short Film Agency

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