No ano em que Jorge de Sena faria 100 anos, a Fundação Calouste Gulbenkian irá assinalar a data com o lançamento do número 200 da revista Colóquio/Letras e com uma conferência a decorrer no dia 22 de janeiro, dedicada à obra do escritor, falecido em 1978.

A Colóquio/Letras, publicada pela primeira vez em 1959 com o nome Colóquio, Revista de Artes e Letras, pretende desta forma homenagear Jorge de Sena organizando uma conferência, em que um grupo de especialistas portugueses e brasileiros repensam, à luz do século XXI, a obra multifacetada do autor de Sinais de Fogo.

De acordo com informação disponibilizada pela Gulbenkian, o número 200 da revista Colóquio/Letras integra três cartas inéditas de Jorge de Sena, correspondência nunca antes mostrada entre João Cabral e Murilo Mendes, um conto de Marco Lucchesi, textos em memória de Luís Amado e Ofélia Paiva Monteiro e, uma vasta secção de recensões críticas.

Nuno Júdice, Ida Alves, Mário Avelar, Gastão Cruz, Jorge Vaz de Carvalho, Helder Macedo e Isabel de Sena são alguns dos oradores convidados para esta jornada que termina com a leitura, por Jorge Silva Melo, de poemas do homenageado.

Jorge de Sena, considerado um dos grandes poetas de língua portuguesa, nasceu em Lisboa, a 2 de novembro de 1919, e faleceu em Santa Barbara, na Califórnia, a 4 de junho de 1978. Poeta, crítico, ensaísta, ficcionista, dramaturgo, tradutor e professor universitário, naturalizou-se brasileiro em 1963, durante o seu exílio no Brasil, que durou de 1959 a 1965, ano em que se mudou para os Estados Unidos, para fugir à ditadura militar entretanto instalada.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia de Fernando Lemos

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