Setembro marca os 15 anos do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), a principal sala de espetáculos em Guimarães, mas também traz o regresso da programação d’A Oficina. O início das celebrações dá-se com a inauguração de Contextile, a Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, que fica no CCVF e no Palácio Vila Flor até 25 de outubro.

A Contextile deste ano conta com 58 obras de 50 artistas provenientes de 29 países diferentes, que resultam de uma seleção de entre 1150 propostas. Além do percurso expositivo, a Contextile organiza conversas (TextileTalks) que, durante dois dias – 6 e 7 de setembro – pretendem abrir a reflexão sobre o têxtil no contexto da arte contemporânea. Para estas conversas com entrada gratuita é necessário fazer uma inscrição através do endereço bienal@contextile.pt.

No jardim do CCVF, a partir de 12 de setembro, estará patente Observatório Natural, uma exposição com imagens captadas por Jorge Sarmento em diferentes locais de Guimarães, como a Penha, o Parque da Cidade e a Veiga de Creixomil, dando a conhecer diferentes espécies da fauna e da flora da região. Esta exposição que resulta de uma parceira entre a Câmara Municipal de Guimarães, a Fundação de Serralves, A Oficina e o Laboratório da Paisagem mantém-se patente até ao dia 1 de dezembro.

Sábado, dia 12 de setembro, às 21h30, Teresa Salgueiro, a voz que inaugurou o CCVF, regressa ao mesmo palco com a Orquestra de Guimarães. Para que todos se possam juntar, a entrada é gratuita, tendo apenas a restrição de um levantamento máximo de 2 bilhetes por pessoa, durante o dia do espetáculo, no horário de funcionamento da bilheteira do Palácio Vila Flor.

Julinho da Concertina, músico natural de Santiago, em Cabo Verde, que já é um nome afirmado no circuito musical português, dará um concerto na Black Box do Centro Internacional de Artes José de Guimarães (CIAJG), no dia 18 de setembro às 21h30. O concerto insere-se em Terra – Ciclo de Músicas do Mundo e tem um custo de 10€ – havendo a possibilidade de adquirir o passe com acesso aos três concertos do ciclo por 25€.

No dia seguinte, no grande auditório do CCVF, Tiago Rodrigues estreia Catarina e a Beleza de Matar Fascistas, a sua mais recente criação. A peça conta a história de uma família cuja tradição é matar fascistas, que tem como figura central Catarina, o membro mais novo, que se irá iniciar na prática. Ao mesmo tempo surge o fantasma de Catarina Eufémia, assassinada em 1954, em Baleizão, durante a ditadura fascista, para conversar com o fascista de 2020 que aguarda o seu destino. 

A programação d’A Oficina para o mês de setembro tem ainda atividades para os mais novos, visitas noturnas e cinema. Podes descobri-la aqui

Texto de Carolina Franco
Fotografia da peça Catarina e a Beleza de Matar Fascistas, da cortesia d’A Oficina

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