Torres Vedras foi o lugar escolhido para homenagear e contar a história do ciclismo. O Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho encontra-se no Bairro Arenes e tem entrada gratuita até ao final de agosto.

No dia 5 de agosto, dia em que começou a primeira etapa em linha da Volta a Portugal em Bicicleta, o ciclismo ganhou um museu. O Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho encontra-se no Bairro Arenes, no edifício que chegou a albergar o antigo refeitório da Casa Hipólito. Segundo Laura Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, era na Casa Hipólito que trabalhava uma legião de operários, grandes apoiantes do ciclismo, como resultado das vitórias e da notoriedade trazida à época por torrienses como João Roque, Leonel Miranda e Joaquim Agostinho.

O nome do novo espaço cultural é também ele uma homenagem a um dos mais aclamados ciclistas portugueses, natural de Torres Vedras, Joaquim Agostinho. As qualidades desportivas e humanas e o reconhecimento internacional de Joaquim Agostinho foram evocados pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto na inauguração do museu, que disse ser "fundamental" e "um grande contributo que sai de Torres Vedras para o aumento da cultura desportiva no nosso país". Também o presidente do Conselho Consultivo do museu, Eduardo Marçal Grilo, sublinhou a importância do ciclista: "tem uma história que se confunde com a história do ciclismo português. Este museu vai, certamente, prestar essa sucessiva homenagem a um dos maiores atletas portugueses."

O museu, com entrada gratuita até ao final de agosto, tem disponível duas exposições - uma permanente, "53:11 Esforço e Glória. Joaquim Agostinho e uma Volta à História em Bicicleta", e uma temporária, "Um Outro Lado da Bicicleta".

Texto por Patrícia Nogueira
Fotografia da cortesia da Câmara Municipal de Torres Vedras

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