Águeda continua a acolher o Ciclo de Exposições e Conversas "O Desenho como Pensamento”, patente em vários locais da cidade até 18 de maio de 2021.

Este ciclo inclui uma seleção de exposições de artistas nacionais que privilegiam o desenho na sua obra e integra 18 exposições individuais, uma exposição coletiva, uma exposição da coleção Norlinda e José Lima e seis conversas temáticas. O acesso ao público é gratuito.

No próximo dia 9 de janeiro irá decorrer, ainda, a conversa "O Desenho enquanto prática, as novas tecnologias e a produção industrial" e irão inaugurar as Exposições Individuais dos artistas Ana Vidigal e Luís Paulo Costa e a Exposição Documental "O Desenho no Processo Industrial", todas com curadoria de Alexandre Baptista.

O desenho faz parte de um pensamento visual que move o trabalho do artista. A obra de arte nasce como uma interação entre visão e pensamento, sendo corporizada grande parte das vezes através do recurso a este meio de registo.

As imagens desencadeiam processos no nosso cérebro que as palavras não reconhecem. Desenhar não é apenas um processo artístico, é também pensamento. É apropriar-se da realidade, dar-lhe forma. O desenho é uma das formas mais antigas e perfeitas de interpretação e criação do mundo.

“O Desenho como Pensamento” contempla no seu programa um conjunto de exposições em que diversos artistas, distintos na sua linguagem conceptual, privilegiam o desenho na sua obra, não só com o registo gráfico bidimensional inscrito num suporte físico tradicional – o papel – como ainda numa representação mais projectual, tridimensional, com recurso a meios tecnológicos e outros tipos de suportes, abrindo assim a possibilidade de novas leituras e discussões. A isto, acresce um ciclo de conversas que versam questões várias relacionadas com o desenho, tendo cada uma um grupo de convidados específicos.

Texto de Isabel Marques
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