O ciclo de exposições do Teatro do Silêncio começa já no final do mês de maio, no dia 21. Os artistas Bárbara Assis Pacheco, João Miller Guerra e Joana Linda, inauguram a mostra de obras de arte no espaço do Lavadouro Público de Carnide. As exposições, patentes até meados de julho, propõe novas leituras e interpretações do espaço, com forte enfoque no património histórico e cultural local.

O Teatro do Silêncio, estrutura artística fundada em 2004 que integra a Rede da Cultura de Carnide e o Projeto Pulsar – Centro Histórico, procura desenvolver a construção de novas narrativas e preservação dos espaços emblemáticos da freguesia de Carnide, na cidade de Lisboa.

Espaço do Lavadouro Público de Carnide

Bárbara Assis Pacheco é a artista a inaugurar o ciclo, de 21 a 23 de maio, com a exposição "Monstera Deliciosa", com um conjunto de desenhos datados de 2019, da série "holotúria deslumbrada". “Quando fui ao lavadouro de Carnide pela primeira vez apeteceu-me logo fazer qualquer coisa naquele espaço que me deslumbrou e passados uns tempos tive a evidência da adequação destes desenhos", revela a artista.

De 25 a 27 de maio, "O Lagarto de Marselha" ocupa o espaço do Lavadouro de Carnide, com o trabalho inédito do artista João Miller Guerra. Esculturas em sabão, é o projeto do co-fundador de cinema Uma Pedra no Sapato. No encerramento do ciclo de exposições, de 16 a 18 de julho, "O Precipício das Coisas", da autoria da fotógrafa Joana Linda, é um portfólio não-realista de flores no seu habitat natural.

"Monstera Deliciosa", por Bárbara Assis Pacheco

Esta iniciativa produzida pelo Teatro do Silêncio, composta pelas três exposições que habitam temporariamente o Lavadouro de Carnide, tem o apoio da Direção Geral das Artes, da Junta de Freguesia de Carnide e da Câmara Municipal de Lisboa.

De 21 de maio a 18 de julho é possível visitar gratuitamente este espaço identitário da freguesia lisboeta, transformado em museu ar ar livre para receber um ciclo inédito de obras de arte.

Texto de Ana Mendes
Fotografia de Margarida do Ó
e da cortesia de Teatro do Silêncio

Se queres ler mais notícias sobre a cultura em Portugal, clica aqui.