A 28.ª edição do festival traz consigo quatro filmes extracompetição e 70 filmes que vão lutar pelo primeiro lugar nas diversas categorias competitivas do CineEco. Este ano, a programação foi concretizada sob o signo do cinema de emergência e de impacto. Referindo-se a fenómenos climatéricos e a problemáticas de sustentabilidade, o diretor artístico do festival, Mário Branquinho, explica ao Gerador que o mote da “emergência” se relaciona com os “fenómenos emergentes que nos [cidadãos] têm afligido cada vez mais”.
Quanto ao “impacto”, Branquinho salienta que a direção do festival acredita que o cinema é “uma ferramenta importante para impactar, chamar a atenção e sensibilizar” o público. Desta forma, o diretor artístico sustenta que um dos objetivos do CineEco é, a partir da programação, “provocar impacto junto dos cidadãos” e promover assim a “mudança de hábitos e comportamentos relativos às várias ameaças que afetam o mundo contemporâneo”, tais como as alterações climáticas.
A programação deste ano abrange diferentes temas, desde as questões energéticas e a vivência nas grandes cidades, ao agronegócio, a poluição das águas e os plásticos, entre outros. Mário Branquinho crê que esta diversidade de temas ajuda a promover a “riqueza” do festival e explica que os programadores procuraram ter em conta um “conjunto de abordagens que suscitassem o interesse e o entusiasmo dos públicos”.
Para além dos filmes em competição e extracompetição, o CineEco é constituído também por um conjunto de atividades paralelas. O diretor artístico explica que apesar do cinema ocupar um lugar de destaque, a direção procurou criar condições de fruição de diferentes manifestações artísticas. Desde logo, a inauguração do festival foi realizada com o cine concerto BOUCING WITH THE KID, apresentado pelo coletivo de músicos Cinematic Pocket Orchestra, mas durante a semana o público vai também poder assistir a instalações artísticas, Eco Talks, exposições, sessões especiais, performances e concertos.
A ligação de Mário Branquinho com o CineEco nasceu com a própria fundação do festival, em 1995. O atual diretor artístico foi, até 2012, diretor de produção e, nesse ano, foi convidado pelo presidente da Câmara de Seia a assumir a direção artística. Desde então, tem vindo a ocupar esse cargo e atesta que assistiu a um alargar do público-alvo do festival ao longo dos anos. “No início, ainda era [o CineEco] muito virado para um segmento muito reduzido de ativistas e ambientalistas, e hoje assistimos a uma abrangência muito maior, porque o cinema ambiental e social está cada vez mais virado para o grande público”, defende.
Quanto às expectativas para a 28.ª edição do CineEco, Branquinho admite serem elevadas. O diretor artístico acredita que a direção reuniu “uma programação de excelência”, pelo que crê que “o público vai aderir a este festival”.
Podes consultar a programação completa do CineEco, aqui.