A Cinemateca Portuguesa exibe, este mês, a obra integral de Manoel de Oliveira. Para comemorar a data de aniversário do cineasta português, será projetado, na próxima terça-feira, dia 11, o filme “Non, ou a Vã Glória de Mandar”. A mostra inclui mais de 60 filmes ligados ao realizador.

Desde longas a curtas-metragens, o trabalho cinematográfico de Manoel de Oliveira volta à Cinemateca, aludindo a um período temporal na vida do cineasta que se inicia com o documentário “Douro, Fauna Fluvial” (1931), ainda pertencente ao cinema mudo, e que se estende até ao ano de 2014, com a obra “O Velho do Restelo”. Esta última produção de Manoel de Oliveira estreou-se poucos meses antes da sua morte, aos 106 anos.

A exibição integral “O visível e o invisível” ganha este nome devido a um dos filmes do realizador. De acordo com a Cinemateca, esta mostra reúne a essência do legado de Manoel de Oliveira e “convida à reflexão sobre aquilo que vê e ouve, e a preencher as elipses do que não é dito e não é mostrado, do que, não podendo a imagem dar a ver, deve ocultar”.

A iniciativa, que decorre na capital lisboeta, deixa apenas de fora “Miramar, Praia das Rosas”, uma curta-metragem produzida em 1938, cujo paradeiro é desconhecido.

Além de incluir os filmes realizados pelo cineasta, fazem também parte desta retrospetiva filmes em que Manoel de Oliveira participou, nomeadamente “A Canção de Lisboa” (1933). Para o próximo ano, está anunciada a publicação de uma edição alusiva a esta exibição, que é a primeira mostra integral do trabalho do realizador.

Texto de Carolina Gaspar
Fotografia de Roman Bonnefoy, disponível via Google Images

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