Ao longo do mês de fevereiro, a programação da Cinemateca será marcada com cinema nacional, através da revisitação do filme A Vizinha do Lado (1945), de António Lopes Ribeiro, e com a antestreia de quatro curtas metragens e de uma longa-metragem.

O recordar do cinema português dos anos 40 do século XX foi uma ideia que começou na Cinemateca em 2019. No dia 3 de fevereiro, será a vez do filme A Vizinha do Lado, um filme de comédia à portuguesa e que é protagonizado por nomes populares do cinema e do teatro nacionais da época, como é o caso de Nascimento Fernandes, António Silva, António Vilar e Carmen Dolores.

Também no dia 3 de fevereiro, a Cinemateca apresentará, em antestreia, uma sessão composta por quatro curtas metragens de ficção, de cinco novos autores, intituladas 2 Dt.º, de Hernâni Duarte Maria e Pedro Noel da Luz, Meu pássaro, de Alexandre Braga, Por detrás de portas, de William Vitória, e Natureza morta, de Bruno Braz. Na curta de Nuno Braz, as interpretações de São José Lapa e Fernanda Lapa, e versa sobre a invisibilidade e a solidão dos que foram esquecidos pela cidade.

A longa-metragem será exibida no dia 27 de fevereiro. O último porto – além das pontes, da autoria do realizador Pierre‑Marie Goulet, que estará presente na sessão, é o filme escolhido e dá continuidade aos seus filmes: Encontros e Polifonias – Paci é saluta, Michel Giacometti. De acordo com a Lusa, este “filme documental, que conta com a participação do arqueólogo Cláudio Torres, procura concretizar, em imagens e sons, uma analogia subterrânea, a partir de dados topográficos e culturais portugueses e turcos, evocando também a permanência silenciosa da cultura muçulmana na cultura portuguesa”.

Além destas exibições, haverá um ciclo em português dedicado ao compositor, músico, crítico, produtor e divulgador de música clássica e jazz Manuel Jorge Veloso, que morreu em novembro de 2019, aos 82 anos. In Memoriam Manuel Jorge Veloso mostrará o seu trabalho como autor da banda sonora de vários filmes de ficção e de documentários. A Lusa adianta que “este ciclo incluirá ainda Faça segundo a arte e A embalagem de vidro, de Faria de Almeida, Almada, varanda do Tejo, de Ricardo Malheiro, e Águas Vivas, de Alfredo Tropa”.

Texto de Rita Dias
Fotografia de Manuela Costa, disponível no Facebook

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