O Circo de Natal, no Coliseu do Porto, vai decorrer de 11 de dezembro a 3 de janeiro, com um elenco português e uma orquestra a tocar ao vivo a banda sonora original de Filipe Raposo, para todos os números.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da direção do Coliseu, Mónica Guerreiro, sublinhou que o circo se realiza, ininterruptamente, desde 1941 e tem uma “tradição muito forte”, daí a sua realização mesmo em ano de pandemia de covid-19.

Devido à covid-19 o Coliseu decidiu recrutar números e artistas exclusivamente nacionais ou radicados em Portugal, em detrimento de recorrer ao estrangeiro, por “a sua maioria” ainda não ter tido trabalho este ano, afirmou a responsável. “O talento nacional está a precisar de apoio”, vincou.

Além de um elenco nacional, o Circo de Natal vai ser “mais envolvente, cativante e inovador”, encaminhando o espectador numa viagem de início a fim, disse Mónica Guerreiro, acrescentando que não vai ser uma coisa segmentada de número a número.

Falando em ter dado um “passo no sentido da inovação”, a presidente da direção do Coliseu explicou que o Circo de Natal vai ser um “diálogo” entre o circo tradicional – em formato de gala – e o circo contemporâneo, mais narrativo.

De forma mais pormenorizada, Mónica Guerreiro contou que o primeiro português a fazer parte do Cirque du Soleil, como criador original, Rui Paixão, será o mestre de cerimónias.

A ele irá competir fazer a interligação entre todos os números, criando uma estrutura que dialoga, do início ao fim do espetáculo, com as várias técnicas tradicionais e contemporâneas do circo.

O ‘clown’ português construiu uma nova personagem exclusiva para o Circo do Natal, inspirada no universo mitológico, e que pretende reinterpretar e propor uma visão contemporânea do palhaço mimo, no contexto do circo tradicional.

E, enquanto cada trupe interpreta o seu número, vai ser tocada música ao vivo com uma banda sonora inédita, concebida pelo compositor Filipe Raposo.

Para Mónica Guerreiro, a música vai possibilitar um “enquadramento emocional e envolvimento narrativo” aos números apresentados.

Duas formações, cada uma com 15 músicos, garantem a totalidade das sessões, e a segurança das equipas e do público.

Os bilhetes custam entre 7€ e 18€. Crianças até aos 3 anos têm entrada livre. Jovens até aos 18 anos e maiores de 65 anos têm 50% de desconto. Este ano foi criado ainda o bilhete especial de família: na compra de quatro bilhetes, oferta do bilhete de menor valor.  

Texto de Lusa e Isabel Marques
Fotografia disponível via Unsplash