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Consórcio desenha projeto para valorizar tradição islâmica do Alentejo

Ações previstas incluem a “produção de conhecimento científico” e a “estruturação e promoção de oferta de turismo cultural, histórico e científico”.

Mértola. Fotografia de Michael Fleczoreck via Unsplash

Um consórcio formado por diferentes entidades da região do Alentejo pretende valorizar a tradição islâmica e criar “novos laços de desenvolvimento económico e tecnológico com os países islâmicos e com os seus descendentes espalhados” pela União Europeia e Estados Unidos. Para concretizar este objetivo, o grupo apresentou uma candidatura a fundos europeus.

O consórcio “estrutura-se em torno de dois eixos fundamentais”, segundo referido no comunicado enviado às redações.

O primeiro é “a herança cultural e histórica que a civilização islâmica deixou neste território entre os séculos VIII e XIII e da qual existem vestígios materiais e imateriais, tradições, técnicas e saberes”. O segundo tem a ver com a “digitalização como meio de valorização, disseminação e desenvolvimento económico de um conjunto de áreas de atividade emergentes e tradicionais” é de acordo com a Câmara Municipal de Alvito, que lidera o grupo.

A candidatura denominada “Tradição Islâmica no Alentejo” foi submetida ao programa operacional Alentejo 2030, no âmbito do aviso de concurso aberto para as Estratégias de Eficiência Coletiva. O objetivo da mesma é “contribuir de forma decisiva para incrementar a atratividade do território do Baixo Alentejo em termos de qualidade de vida e de coesão social e de referência como opção de residência para casais jovens altamente qualificados na região”.

Além da autarquia de Alvito, o consórcio integra os municípios de Beja, Mértola e Moura (todos no distrito de Beja), a Universidade de Évora, a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo e o Campo Arqueológico de Mértola.

Associaram-se ainda ao projeto a Associação Estação Biológica de Mértola, a Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, a Escola Profissional de Alvito, a SPIRA, a associação Heranças do Alentejo, a Confraria dos Gastrónomos do Alentejo e o DarkSky Alqueva.

Esta candidatura “deve ser, assim, considerada como um instrumento programático de caráter estratégico e de âmbito supramunicipal, que deve estar articulado com a Estratégia de Especialização Inteligente e restantes instrumentos de gestão territorial”, lê-se no comunicado.

Entre as ações previstas estão a “produção de conhecimento científico e valorização do património cultural e arqueológico em presença no território”, assim como a “estruturação e promoção de oferta de turismo cultural, histórico e científico”.

O “desenvolvimento de indústrias do conhecimento, da cultura e da criatividade relacionadas com o mundo islâmico e com a história e tradição islâmica do Alentejo” e a promoção “da agricultura sustentável, biológica e circular” são outras das metas do consórcio.

A candidatura estima ainda a “criação de parcerias para o investimento com a comunidade islâmica, nomeadamente de Marrocos aos países do Golfo e com a Turquia”.

*Com Lusa

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