O Córtex – Festival de Curtas-Metragens de Sintra faz 9 anos e volta ao Centro Cultural Olga Cadaval entre os dias 3 e 10 de abril, nesta edição com uma retrospectiva dedicada a Gabriel Abrantes. Das curtas nacionais às internacionais, há filmes para todos os gostos e idades, e ainda dois concertos “para descontrair entre as sessões de cinema”. Hemisfério, Competição Nacional, Competição Nacional Estreias, Competição Internacional , Frontal e Mini-Córtex são as diferentes secções que compõe o festival.
Uma Competição Nacional que se desdobra em duas partes 
Com um total de 18 filmes a integrar a Competição Nacional — entre eles Circo do Amor, de Miguel Clara Vasconcelos, Agouro, de David Doutey e Vasco Sá, Russa, de João Salaviza e Ricardio Alves Jr., e Equinócio, de Ivo M. Ferreira —o Córtex integra a partir deste ano uma nova secção, também ela nacional: a Competição Nacional de Estreias.
Doze curtas-metragens portuguesas têm estreia marcada no Córtex, onde também estarão a competir. Janela, do coletivo Left Hand Rotation, California, de Nuno Baltazar, Amanhã é Melhor, de João Pedro Barriga e Cristina Santinho, Aea, Tempo Condicionado, —-, de Cinza Nunes e Laura Calado, Milena Milena, de Sofia Bairrão, The Good Fight, de Marco Espírito Santo e Miguel Coimbra, Reverence, de Pedro Maia, Verniz de Clara Jost e  Flumen, de Frederico Ferreira, Consequência de Virgínia Barbosa e Billy : The Kid de César Santos, integram esta secção.
O júri da competição nacional é composto por Carlos Natálio, Patrick Mendes e Simão Cayatte, e na competição internacional por Ana Isabel Strindberg, Cristian Rodriguez e Miguel Ribeiro.

Spot publicitário do Córtex 2019
Hemisfério, a secção dedicada às diferenças culturais
Criada em 2015, a secção convida todos os anos uma instituição de curtas-metragens para programar um ciclo de curtas-metragens do seu seu país. Em 2019 o convite foi feito ao DocLisboa, o festival de documentários, que, de acordo com a afirmação de Cíntia Gil (diretora do DocLisboa) no comunicado de imprensa, se centrou “em percursos e impressões pessoais, em espaços de intimidade, onde os atos de filmar transformem essa intimidade em instâncias políticas que mudam os lugares ou as pequenas narrativas que neles acontecem”.
As curtas escolhidas foram Histórias do Fundo do Quintal, de Tiago Afonso (2012); Entrevista com Almiro Vilar da Costa, de Sérgio da Costa e Maya Koza (2009); Tio Rui, de Mário Macedo (2011); Downhill, de Miguel Faro (2016); Acorda Leviatã, de Carlos Conceição (2015); Layla e Lancelot, de Joana Linda (2016), História Secreta da Aviação, de João Manso (2018); e Raimundo, de Paulo Abreu (2015).
Retrospetiva a Gabriel Abrantes cria ponte entre Sintra e Lisboa
Vencedor do Prémio de Melhor Curta Nacional no Córtex 2018 com o filme Os Humores Artificiais, Gabriel Abrantes é homenageado este ano com uma retrospetiva. Nascido em 1984 na Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América, Gabriel trabalha entre as artes plásticas e o cinema, mas é atrás das câmaras que se tem feito ouvir pelo mundo fora. Berlim, Locarno, Viena, Toronto, Nova Iorque, e Veneza (na Bienal) são apenas algumas das cidades por onde os seus filmes já passaram.
No Córtex vai ser possível viajar pelo seu percurso cinemaográfico, com um total de 15 filmes que serão exibidos no Centro Olga Cadaval, em Sintra, e no Cinema Ideal, em Lisboa. De Olympia I & II (2006) a The Hunchback (2016), a retrospetiva também coincide com a estreia comercial de Diamantino — a 4 de abril —, o filme que realizou com Daniel Schmidt que venceu o Grande Prémio da Semana da Crítica do festival de Cannes.

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Trailer de Diamantino (2018), de Gabriel Abrantes
A pensar em todos os públicos, o festival Córtex inclui na programação Frontal, uma secção composta por 3 curtas-metragens destinadas a séniores e alunos do ensino secundário do concelho de Sintra. Para os mais pequenos há o Mini-Córtex, com 9 curtas para as escolas e uma sessão para pais e filhos no dia 6 de abril.
Nos dias 5 e 6 de abril, respetivamente, Sequin e Filipe Sambado vão dar concertos no MU.SA (Museu das Artes de Sintra), a completar o programa de atividades paralelas ao festival.
Sabe mais sobre o Córtex e espreita a programação completa, aqui.
Texto de Carolina Franco
Still do filme Olympia I & II (2006), de Gabriel Abrantes

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