“D. Juan Esfaqueado na Avenida da Liberdade” é uma nova produção que estará em cena a partir do próximo dia 7 de novembro, no Teatro São Luiz, em Lisboa. Com texto de Pedro Gil, conta a história de um "perdido" de amores, perdido no tempo.

D. Juan é um “D. Juan”. Fidalgo do século XVI, é conhecido como um mito pela fama que tem de se envolver com todas as damas com quem se cruza. A todas faz o mesmo: some sem avisar, rompe o compromisso, e quando dá por si, logo no início do espetáculo, já tem quatro noivas. E "amo-vos a todas", diz ele.

Peripécias como esta são, aliás, uma constante ao longo de toda a peça. A energia frenética da personagem principal, D. Juan, espelha-se mesmo nas dezenas de cenas encadeadas ao longo das 2h30 de duração da mesma. Com um elenco composto por seis atores, a maioria acaba por se desdobrar em mais do que uma personagem.

A história - uma comédia - começa por se desenrolar em Sevilha, passando depois para Lisboa, a cidade para onde D. Juan parte no tempo com a ajuda de uma feiticeira depois de todos os "bicos-de-obra" em que se mete. E se por segundos chega a pensar que a mulher o vai enviar para a Idade Média, logo depois percebe que é o futuro do século XXI que o espera.

O Gerador foi assistir a um ensaio da peça.

Já em Lisboa, mais do que adaptar-se ao mundo moderno, o castelhano sofre para encontrar uma dama que esteja disponível para amar como ele.

Com uma mudança no tipo de linguagem utilizado (mais atual, mais próximo do público, e consequentemente com menos intervenções do narrador), com um crescente esforço físico das personagens (que lutam, dançam e até servem de cenário), é na capital portuguesa que D. Juan acaba por fazer xeque-mate. Até que algo acontece.

Com interpretação de Filipa Matta, Miguel Loureiro, Pedro Gil, Raquel Castro, Rita Calçada Bastos e Tónan Quito, “D. Juan Esfaqueado na Avenida da Liberdade” poderá ser vista até 2 de dezembro. A 18 de novembro (domingo) haverá a oportunidade de uma conversa com os atores após o espetáculo.

 

Texto e fotografias por Madalena Massena.