O Panorâmico de Monsanto habitado por três dias, com pessoas vindas de todo o lado, numa ode à cultura urbana: este ano o Iminente não vai ser assim, mas o essencial vai lá estar. A Oficina Iminente, o conceito criado por força da covid-19, tem quatro concertos, workshops com artistas e conversas sobre temas dissidentes. De 9 a 19 de setembro, há muito para aprender e sentir em Lisboa.

Ao contrário do costume, a Oficina Iminente alarga-se por duas semanas, de forma a dar espaço aos workshops pensados para aproximar as pessoas numa altura em que se pede (e exige) espaço. Wasted Rita, Trypas Corassão, Piny (Orchidaceae), Inês Tartaruga Água, Os Espacialistas, MaisMenos e Chullage vão partilhar com os inscritos os seus saberes.

Para quem frequentar os workshops, há concertos de Mynda Guevara, Chong Kwong, Shaka Lion, e a estreia de Xeh!, um trio formado por Sofia Grácio, Nayela e Sol de Luanda, que se conheceram enquanto cantoras da banda de Dino d’Santiago e agora apresentam um projeto autoral. Para evitar aglomerados, os concertos irão acontecer apenas para quem frequenta os workshops.

O mesmo acontecerá com as talks pensadas por António Brito Guterres. Nos dias 18 e 19, a reflexão será dedicada a’ “O Underground e Espaços Artísticos Para a Transformação Social”, “Biopolítica e o Exercício de Poder”, “Autogestão e Apoio Mútuo em Tempos de Pandemia” e “Urbanismo, Património e Estatuária”.

No decorrer do festival, tal como tem acontecido em edições anteriores, alguns artistas da Underdogs estarão a criar intervenções no espaço. Desta vez o grupo é composto por AkaCorleone, Add Fuel, Francisco Vidal, Tamara Alves e Wasted Rita.

Os bilhetes para esta Oficina Iminente ainda se encontram disponíveis, sendo que o que diz respeito a um dia tem um custo de 35€ e o de 3 dias ou mais, 100€. Podes saber mais sobre os bilhetes e outros detalhes da programação, aqui.

Texto de Carolina Franco
Fotografia de Diana Mendes

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