O MIMO leva música a Amarante entre os dias 26 e 28 de julho. De Mayra Andrade a 47Soul, as confirmações musicais vão de Portugal à Palestina e prometem uma 4ª edição em grande.

Samuel Úria e Rubel são as mais recentes confirmações do MIMO, juntando-se a Criolo, Salif Keita, Mayra Andrade e 47Soul. De regresso a Portugal após uma digressão de 11 concertos por diferentes cidades portuguesas, o autor de “Quando Bate Aquela Saudade” vai dar o concerto em Amarante com Antônio Guerra (teclado e piano), Gui Held (guitarra), Pablo Arruda (baixo), Pedro Fonte (bateria), Bubu Silva (trompete), Tiquinho (saxofone), Marcelo Pereira (trombone) e João Luchese (programações).

Samuel Úria é já uma referência entre os músicos portugueses da sua geração. Ao MIMO vai levar um pouco de tudo o que fez até agora — do EP “Em Bruto” aos álbuns “Nem Lhe Tocava”, “A Descondecoração de Samuel Úria”, “O Grande Medo do Pequeno Mundo”, Carga de Ombro”, até a “Marcha Atroz”, o mais recente EP que gravou. 

Os 47 Soul são palestinianos mas mudaram-se para Londres em 2016

Tal como Rubel, Criolo vem do Brasil e tem já um público consagrado em Portugal. O concerto que vai dar no festival está incluído na digressão “Boca de Lobo”, do qual faz parte a faixa “Etérea”, na qual o rapper brasileiro reflete o momento que o seu país atravessa com um caráter político na calma da sua voz, como já tinha feito anteriormente em “Não Existe Amor em SP” e outras faixas. Protestar está-lhe no sangue, mas apresentar universos opostos e positivos também. 

Salif Keita apresenta “An Autre Blanc”, aquele que foi apresentado como sendo o último disco da sua carreira. Diretamente do Mali, o músico que já conta com 50 anos de carreira vai despedir-se dos palcos numa digressão com paragem por Amarante. 

Portugal e Brasil estavam já bem representados e a estes junta-se a Palestina, pela voz dos 47Soul. A fusão entre a música tradicional palestina, a eletrónica, o funk e o hip-hop resultam em faixas como “Intro to Shamstep”, o seu primeiro single, e “Balfron Promise”, onde tal como Criolo analisam a situação política da sua terra natal. 

A fechar a lista de confirmações está Mayra Andrade, que apresenta “Manga” o seu mais recente disco. Natural de Cabo Verde mas radicada em Portugal, há quem diga que Mayra recebeu de Cesária Évora a herança de cantar em representação da tua terra, com uma visão que junta a tradição ao afrobeat. 

Além da programação musical, o MIMO recebe pela segunda vez uma exposição no Museu Amadeo de Souza-Cardoso. “Abstração. Arte Partilhada Coleção Millennium bcp” é composta por mais de 30 obras de 18 autores.

O MIMO nasceu em 2004 na cidade de Olinda, no Brasil, e já passou por diferentes cidades brasileiras como Ouro Preto, Tiradentes, João Pessoa, Recife, Paraty e Rio de Janeiro. Em 2016 incluiu Amarante no roteiro e desde aí tem trazido a Portugal músicos estrangeiros que, de alguma forma, refletem o que se faz na música atualmente, e que se juntam a portugueses mais ou menos consagrados. Sabe mais sobre o MIMO, aqui.  

Texto de Carolina Franco
Fotografia de Mayra Andrade disponível via Facebook

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